Juiz confunde deformidade facial de testemunha com risada e gera críticas
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| Foto: Divulgação/Redes Sociais |
Durante o depoimento, o magistrado questionou reiteradamente a postura de Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, ao afirmar: “Tá dando risada por quê? Tem alguma coisa de engraçado?”. A testemunha negou que estivesse rindo. Segundo laudo apresentado pela defesa, ela possui biprotrusão maxilar — condição que impede o fechamento completo da boca e pode simular um sorriso mesmo em repouso.
Fátima, que atua como empregada doméstica, compareceu ao fórum para utilizar a estrutura de internet da Justiça a fim de participar da audiência. O depoimento foi colhido no âmbito de um processo que discute a interdição de bens de uma idosa diagnosticada com Alzheimer.
Após a sessão, o magistrado determinou a abertura de inquérito contra a testemunha por suposto falso testemunho. Contudo, o procedimento foi arquivado em janeiro deste ano, a pedido do Ministério Público.
A defesa de Fátima protocolou pedido de suspeição do juiz, sustentando alegações de hostilidade, elitismo e comprometimento da imparcialidade na condução do processo. Até o momento, o Tribunal de Justiça de São Paulo não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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