
Foto: Divulgação/Redes Sociais
Ambulante afirma que escorregou em poça d’água e foi imobilizado após tentar pedir desculpas; Polícia Militar não se manifestou até o fechamento desta matéria
O comerciante que afirma ter sido agredido por policiais militares durante um bloco de carnaval realizado no último domingo (22), no distrito de Caetés, em Abreu e Lima, concedeu entrevista à imprensa e apresentou sua versão sobre o episódio.
Segundo ele, a confusão teve início após escorregar em uma poça d’água enquanto os blocos passavam com grande concentração de foliões.
“Escorreguei, escorreguei, aí só picou.”
Questionado se a água atingiu pessoas próximas, inclusive policiais, respondeu:
“Foi, molhou só um, só um.”
O ambulante relatou que, imediatamente após o ocorrido, procurou se desculpar.
“Aí eu fui pedir desculpa pro pessoal todinho lá, né, e comecei a trabalhar.”
Ele afirma, no entanto, que antes mesmo de retomar as atividades, houve a discussão.
“Mas antes de começar a trabalhar, aí teve aquela confusão todinha que ele não aceitou a situação.”
O comerciante declarou que tentou esclarecer que não houve intenção.
“Só sei que ele me tratou daquele jeito. Me agrediu.”
Ao ser perguntado se a agressão ocorreu de imediato, respondeu:
“Agredindo.”
Ainda conforme o relato, ele teria pedido desculpas inclusive a um sargento identificado como Marco.
“Fui pedir desculpa a todo mundo, inclusive ao sargento Marco.”
De acordo com o ambulante, o policial exigiu que ele deixasse o local.
“Aí ele pegou, disse que eu tinha que sair dali de todo jeito, entendeu? Porque achou que eu tinha propositamente chutado a água assim, né?”
O comerciante negou a acusação:
“Mas eu não fiz isso, entendeu? A minha índole não é pra isso.”
Ele também afirmou ter sido ofendido verbalmente.
“Você é moleque, você é maloqueiro, você não presta, entendeu?”
O ambulante relatou que tentou manter a calma e continuar trabalhando.
“Digo, moço, deixa eu trabalhar, pelo amor de Deus. Deixa eu chegar no meu ponto de cada dia, entendeu? Eu pedi desculpa ao senhor já, eu não fiz de propósito. Apenas escorreguei na poça d’água e não fiz por mal.”
Perguntado se em algum momento teria ofendido o policial, negou.
“Não, eu não vou ofender o policial que está trabalhando. Se ele estava trabalhando, eu não ofendi de maneira nenhuma. Ele foi que me desmoralizou, né?”
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar de Pernambuco para obter posicionamento sobre o caso, mas, até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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