Museu da Sulanca fortalece papel sociocultural com experiências educativas e inclusivas

 

Foto: Divulgação/Moda Center Santa Cruz

Entre os dias 5 e 27 de novembro, o Museu da Sulanca, mantido pelo Moda Center, sediou a exposição fotográfica itinerante “Caminhos Tecidos”, produzida pelo coletivo “Ciano, Cidade”. Santa Cruz do Capibaribe foi o primeiro destino do projeto, que propõe reflexões sobre relações de trabalho, impactos ambientais e os bastidores da cadeia têxtil.

A abertura da mostra ocorreu em 5 de novembro, com visitas mediadas pelos fotógrafos integrantes do coletivo: Dênis Torres, Gabriella Ambrósio, Palloma Mendes, Williams Pereira e Ythalla Maraysa. No Auditório do Moda Center, o público também acompanhou uma apresentação musical da Gema Sonora, banda de repertório autoral marcada por ritmos diversos que dialogam com improvisação, tradição e experimentação.

No dia 10, duas oficinas de cianotipia — técnica de impressão fotográfica artesanal com processos químicos e físicos — foram ministradas por Dênis Torres e Ythalla Maraysa, com apoio da Oficina Embuá. As atividades reuniram 64 estudantes da Escola Técnica Estadual José Pereira Ramos, das turmas do 1º ano dos cursos técnicos de Administração, Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores. Os participantes produziram imagens em diferentes tonalidades sensíveis à luz solar e assistiram ao documentário “Iluminação Especial 7.0”, do Museu de Arte Sertão Agreste (MASA), seguido de debate sobre a história de Santa Cruz do Capibaribe e a evolução da confecção.

O encerramento da exposição contou com a visita de um grupo de pessoas cegas ou com baixa visão da Associação Pernambucana de Cegos (APEC), do Recife. A atividade foi coordenada pelo consultor em acessibilidade Michell Platini e teve mediação de Jéssica Santos, especialista em Educação Especial e Inclusiva, que utilizou recursos de audiodescrição ao lado dos fotógrafos Gabriella Ambrósio e Williams Pereira.

O grupo também foi acompanhado por Adelmo Teotônio, conservador de bens culturais do Museu da Sulanca, e por Thonny Hill, jornalista e assistente de marketing do Moda Center. Eles proporcionaram experiências táteis e descrições orais de objetos do acervo, ampliando o entendimento sobre seu contexto histórico e cultural. A visita incluiu ainda um percurso pela feira do Moda Center, explorando vivências ligadas ao consumo de produtos de moda e outros artigos.

A exposição recebeu mais de 100 visitantes e resultou de extensa pesquisa e trabalho do coletivo, que lançou neste ano o fotolivro “Ciano, Cidade”, agora incorporado ao acervo do Museu da Sulanca.

“Essas ações desenvolvidas potencializam o papel do Museu da Sulanca como espaço de memória e agente de transformação sociocultural, fazendo também refletir suas estruturas e práticas, desde a necessidade de mais soluções acessíveis até diálogos favoráveis à construção da cidadania”, pontuou Adelmo.

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