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| Foto: Divulgação/Redes Sociais |
Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais no último mês mostra uma criança supostamente presa dentro de um elevador, ajoelhada e pedindo para que Jesus o ajude a abrir a porta. Logo em seguida, a porta se abre e a cena ganhou forte apelo emocional entre usuários, que compartilharam o conteúdo como um relato de fé.
No registro, é possível ouvir a criança dizer:
“Jesus, por favor, abre a porta do elevador. Eu tô com um pouquinho de medo, mas eu sei que o Senhor cuida de mim. Amém.”
Apesar da repercussão, a gravação não é real. Uma análise realizada pela imprensa identificou sinais característicos de criação por inteligência artificial. Entre os indícios, destacam-se movimentos corporais pouco naturais, falta de sincronização entre a fala e o movimento da boca e a ausência de qualquer registro verificável sobre a suposta situação.
A inexistência de fontes oficiais e relatos que sustentem o episódio reforçou a conclusão de que o vídeo foi produzido artificialmente, com o objetivo de gerar comoção.
Nas redes sociais, a revelação gerou reações diversas.
“As IAs estão imparáveis”, afirmou um usuário.
Outra pessoa comentou: “Tô em choque com o povo repostando sem saber que é IA”.
Já uma terceira observou: “Tô me sentindo velha por ter acreditado”.
O caso reacende o debate sobre a velocidade de disseminação de conteúdos fabricados e o papel da verificação de fatos antes do compartilhamento, especialmente num momento próximo de campanhas eleitorais e diante de tecnologias capazes de simular situações com alto grau de realismo.

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