Brasil tem o segundo Judiciário mais caro do mundo, aponta relatório do CNJ

Foto: Divulgação

O custo do Poder Judiciário brasileiro atingiu um novo recorde em 2024, somando R$ 146,5 bilhões, segundo dados do relatório Justiça em Números, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor representa um aumento real de 5,5% em relação ao ano anterior.

De acordo com estimativas do Tesouro Nacional, o Brasil tem hoje o segundo Judiciário mais caro do mundo entre 50 países analisados, ficando atrás apenas de El Salvador. O levantamento aponta ainda que os gastos com a Justiça no país equivalem a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual quatro vezes superior à média internacional, que gira em torno de 0,3% do PIB.

A maior parte dos custos está relacionada a despesas com pessoal, incluindo salários de juízes, servidores, estagiários, benefícios, aposentadorias e pensões. Os demais 10% dos recursos são destinados a investimentos em tecnologia, infraestrutura e manutenção dos tribunais.

O dado reforça o debate sobre a necessidade de reformas estruturais no sistema judicial brasileiro, em busca de maior eficiência e racionalização dos gastos públicos.

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