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Coronavírus: gripe predomina entre os casos descartados de covid-19 em Pernambuco

Cerca de 17% dos 276 casos que foram descartados para o novo coronavírus, em Pernambuco, apresentaram resultado de teste laboratorial positivo para os vírus da gripe: 6,5% para influenza A (H3N2), 4% para influenza A (H1N1) e 6,2% para influenza B.
Foto: Divulgação
O dado é da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que divulgou novo boletim sobre coronavírus na tarde deste sábado (21). Nas últimas 24 horas, o Estado confirmou mais dois casos da doença, passando para 33 confirmações (destes, cinco estão hospitalizados; os outros 25 estão em isolamento domiciliar e 3 estão curados). Ao todo, são 630 casos notificados, sendo que 276 já foram descartados. Outros 318 casos estão em investigação.

Ainda segundo a SES, 79% dos casos descartados de covid-19 apresentaram resultado negativo para qualquer vírus respiratório, incluindo o novo coronavírus. Esse dado reforça que os vírus da gripe (H1N1, H3N2 e o influenza B) são os que mais têm circulado quando se analisa a vigilância dos vírus respiratórios no Estado. O cenário só reforça a importância de a população participar da campanha nacional de vacinação contra influenza, que começa nesta segunda-feira (23). 

Na primeira fase, a estratégia vai beneficiar idosos a partir de 60 anos e profissionais de saúde. Neste momento inicial, Pernambuco tem uma população de 1.148.115 de pessoas a ser imunizadas. O objetivo da antecipação é proteger os pernambucanos contra os três vírus da influenza - A(H1N1), A(H3N2) e B, evitando adoecimentos e, consequentemente, o impacto nos serviços de saúde neste momento da ocorrência de casos do novo coronavírus.
"É o único momento em que vamos pedir para que pessoas com mais de 60 anos saiam de casa. É fundamental vacinarmos esse público, já que alguns casos inicialmente suspeitos para a covid-19, na verdade positivaram para as influenzas A(H1N1) e B em públicos que são contemplados pela campanha de vacinação. Imunizando nossa população, vamos evitar adoecimentos por essa doença e casos graves, que são aqueles que precisam de internação e podem ter risco de morte", diz o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. "Além disso, podemos reduzir a necessidade pela procura aos serviços de saúde, o que é importante neste momento em que estamos vivenciando com o novo coronavírus", acrescenta o secretário. Ele reforça que a vacina não imuniza contra a covid-19.
Para que a campanha ocorra de uma forma segura, a SES orienta que as secretarias municipais de Saúde, responsáveis pelas salas de vacina, priorizem a realização da vacinação em locais abertos. Será preciso aumentar a distância nas filas entre uma pessoa e outra (idealmente para 2 metros), disponibilizar locais para higienização das mãos ou ofertar dispensadores com álcool em gel para facilitar a higienização das mãos dos profissionais e da população, ampliar frequência de limpeza de pisos, corrimãos, maçanetas e banheiros dos locais de vacinação.



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