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"Eu torço para que ele não seja aprovado", afirma Renildo Calheiros sobre Eduardo Bolsonaro na embaixada

Foto: Divulgação
O deputado federal, Renildo Calheiros (PCdoB), voltou a criticar cortes do governo federal, lamentou as reformas apresentadas pelo Governo Bolsonaro e se posicionou contra a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) para a embaixada nos EUA. As declarações foram dadas durante entrevista concedida ao programa Cidade em Foco, da Rede Agreste de Rádios comandado por Alberes Xavier.
Para o deputado, o país segue enfrentando uma forte crise e o Governo Federal não tem conseguido apresentar propostas para a superação destas dificuldades. "O país atravessa um período muito difícil, com muito desemprego, a economia não cresce e as notícias são ruins. É corte de verbas na educação, na ciência e tecnologia, na saúde. Então o país está vivendo um momento muito delicado, muito ruim", disse.
Renildo cobrou na oportunidade que o Ministro da Economia, Paulo Guedes possa apresentar um projeto concreto de retomada de crescimento.
"Temos cobrado aqui nas Comissões e na própria Tribuna da Câmara dos Deputados, que o Ministro da Economia tem que propor alguma coisa ao país, tem que apresentar um projeto que gere emprego, que incentive o investimento, que ajude o setor produtivo", pontuou.
Privatizações - O mesmo criticou a pauta de privatizações do presidente Jair Bolsonaro, que defende a venda de empresas públicas a exemplo da Eletrobras. "O presidente não pode só ficar falando em vender as coisas, em vender Eletrobras, em vender Petrobras. Ele não produz nada, não gera nada. O patrimônio que o país tem ele ainda quer vender? Esse homem está maluco? Ele tem que socorrer o país", afirmou.

Reformas - Para o deputado, as reformas apresentadas pelo governo prejudicam o trabalhador.
"Isso é uma conversa furada. Na verdade eles usam esse discurso para subtrair o direito dos trabalhadores. Foi feita uma Reforma Trabalhista que deixou as relações de trabalho em uma situação muito precária, o trabalhador agora não tem mais direito a nada. Fizeram uma Reforma da Previdência que aumenta o prazo para a pessoa se aposentar e diminui o valor da aposentadoria, ou seja, é uma conversa para prejudicar o trabalhador", disse.
Embaixada - Na oportunidade, o mesmo afirmou que o placar indica que Eduardo Bolsonaro não tem o apoio necessário no Congresso Nacional para se tornar embaixador do país nos Estados Unidos.
"Mas nessas matérias você só conta o resultado no final da batalha. Por enquanto ele não tem os votos para ser aprovado e eu torço para que ele não seja aprovado", disse o mesmo, que ainda afirmou, "Acho um desproposito, acho um absurdo uma coisa dessas. Para quem dizia que as escolhas em seu governo não seriam políticas, mas seriam técnicas, é uma sinalização lamentável que o presidente dar ao colocar uma pessoa despreparada apenas porque é seu filho".

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