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Em relação ao emprego e fonte de renda, a pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, ainda perguntou aos entrevistados se o desemprego iria aumentar nos próximos meses. Em junho deste ano, 55% apostam que sim. Em outubro, apenas 31% acreditavam no crescimento. Entre os jovens, 60% respondeu à pesquisa mais recente que o desemprego deve aumentar.
Por outro lado, 37% dos entrevistados acreditam que a situação do Brasil vai melhorar em 2020; enquanto 19% consideram que o quadro não vai melhorar em 3 a 4 anos; 14% ainda acreditam em melhora já no segundo semestre de 2019; e 10% somente em 2021.
"Ainda que o cenário atual seja mais promissor que no mesmo período de anos anteriores, a expectativa é que a melhora não seja imediata. O desemprego ainda é uma questão não endereçada até o momento, gerando preocupação", analisa Viviane Varandas, diretora de atendimento ao cliente da Kantar.
Os pesquisadores entrevistaram mil pessoas entre 18 e 65 anos, entre os dias 27 de maio a 7 de junho de 2019.
Situação econômica
A expectativa de melhora da situação financeira e do padrão de vida é menor quando comparada ao momento pós-eleição, mas continua sendo majoritária: 52% acreditam que a situação pessoal vai melhorar, contra 68% registrado em outubro passado. O número de entrevistados que vislumbram melhora no padrão de vida nos próximos anos caiu de 63% para 50% desde outubro.
"Em outubro do ano passado, havia uma grande expectativa de mudança da sociedade", justifica Nicola Tingas, economista da Acrefi.
Entre os temas considerados prioritários para os entrevistados estão a reforma da Previdência (21%), a educação (18%) e a saúde (14%).
Consumo
A pesquisa ACREFI/Kantar mostrou ainda que as percepções positivas em relação à oferta de crédito e ao consumo das famílias estão elevadas. Em comparação com o levantamento feito no 1º semestre de 2018, a porcentagem quanto à oferta de crédito cresceu de 24% para 36%; e o consumo das famílias passou de 27% para 38%.
Carro (54%) e imóvel (44%) ainda lideram a lista de prioridades de consumo nos financiamentos. Viagens (12%), celular (11%) e eletrodomésticos (10%) vêm em seguida.