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UFPE: Algumas atividades podem ser canceladas após bloqueio de verbas

Segundo o pró-reitor da UFPE, Thiago Galvão, isso pode ocorrer já no segundo semestre deste ano.
UFPE - Foto: Divulgação
Após o anúncio do Ministério da Educação (MEC) sobre o corte de 30% do orçamento das universidades federais, a comunidade acadêmica está preocupada. Em entrevista ao “Passando a Limpo” desta sexta-feira (3), o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Thiago Galvão, comentou em que a medida pode afetar diretamente a o desenvolvimento das atividades acadêmicas e acarretar até o cancelamento de algumas atividades no segundo semestre deste ano.
“Tivemos um corte significativo, de 30% do total anual voltado para manutenção da UFPE e além desses recursos bloqueados de manutenção, já vínhamos sofrendo com 90% de corte no investimento, de 2013 a 2019”, comenta o pró-reitor. “Isso implica que não temos recursos para adquirir equipamentos mobiliários e construir de laboratórios, por exemplo. E isso prejudica bastante nossa atividades de ensino, pesquisa e extensão, sobretudo na graduação. Hoje, o bloqueio foi de 55% nesses 10% que restou", pontua.
Galvão afirma que as atividades que serão paradas, caso o bloqueio continue, serão discutidas entre Conselho Universitário e a administração da UFPE.
“A gente primeiro espera reverter isso, que os parlamentares, o governo do Estado, os governos municipais, apoiem a Universidade Federal de Pernambuco assim como as demais universidades do país que hoje sofrem com um corte que já chega a R$ 2 bilhões e 200 milhões do seu orçamento de custeio e de capital, no caso de investimento", disse.
Manutenção básica

Do valor total bloqueado, Galvão lembra que R$ 50 milhões são referentes ao orçamento de manutenção da instituição, ou seja, recuperação de equipamentos, contas de água, energia, e serviços de limpeza e vigilância. Já os outros R$ 5,8 milhões, seriam destinados para a compra de novos equipamentos, construção de novos prédios, refrigeração de ambientes entre outros.
"São 40 mil estudantes dentro da Universidade Federal de Pernambuco que dependem de ter energia dentro das salas de aula, que dependem que os equipamentos estejam em condições para realizar pesquisas, para poder concluir sua tese de doutorado, sua dissertação de mestrado", afirma Galvão.
Instituições afetadas

Além da UFPE, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no Sertão do Estado, também sofreram redução de 30%.

O corte, inicialmente, seria restrito a três universidades, sendo elas a Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em seguida, foi ampliado a todas as instituições federais do país.

Com informações da Rádio Jornal


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