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Diário News – "O ciclo Vieira está se acabando", sustenta José Augusto Maia em entrevista

Ex-deputado federal falou sobre últimas eleições, administração do Moda Center, carreira política e 2018
Foto: Eliton Araújo (Agreg Imagem)
Na manhã desta quinta-feira (30) o programa Diário News (Rádio Santa Cruz FM 98,5) recebeu o ex-deputado federal José Augusto Maia, hoje integrante do PTN. Em suas falas o político tocou em diversos temas, desde as eleições de 2012, quando foi derrotado pelo o atual prefeito Edson Vieira (PSDB), até mesmo para o atual cenário político que colocou Fernando Aragão (PTB) com expressiva votação no pleito de 2016.

Relembrando a polêmica corrida eleitoral de 2014, quando na ocasião apoiou a candidatura de Ricardo Teobaldo (PTN), José Augusto alegou que precisou inicialmente buscar a união entre os seus para que, só então, pudesse dar norte ao processo eleitoral que vivenciaria com os nomes que apoiava.
"A minha participação mais importante foi tentar e construir a união do grupo que estava esfacelado. Na eleição de 2014, quando apresentei o Ricardo Teobaldo, Fernando e os vereadores apresentaram Luciano Bivar, e se arrependimento matasse...", ironizou, sustentando que acertou na escolha.
Trazendo suas falas para acontecimentos mais recentes, José Augusto fez questão de enfatizar vitórias de organizações distintas como sendo um aparente caso de distanciamento do prefeito Edson Vieira da sua permanência no poder. Para ilustrar os casos, o político citou a eleição da UVP e do Santa Cruz PREV.
"Na eleição da UVP, eu estava do outro lado, oposto a Diogo Moraes, e vencemos. O Pastor Lucas também foi eleito no Santa Cruz PREV com uma larga vantagem, ou seja, são detalhes que já refletem o fracasso da gestão Vieira. Muitos dizem que são coisas simples, mas é assim mesmo, uma associação, uma coisa e outra e, o ciclo Vieira está se acabando", pontuou.
Foto: Bruno Muniz (Agreg Imagem)
Destacando seu conceito partidário, o ex-deputado alegou que entrou em causas populares devido o fato de ter sido procurado muitas vezes pela população. Neste cenário o político cita a luta pela emancipação dos municípios.
"Todo político tem que somar e agregar, mas a minha visão política até hoje sempre foi essa, foi estar de bem com o povo. Qualquer problema que aconteça nessa cidade, seja na água, na educação, movimentos quaisquer que existam, sempre eu estive dentro defendendo o nosso povo. Isso foi no lixo hospitalar, foi na luta em Brasília pelas emancipações, tudo, José Augusto sempre esteve presente. Eu só não vou quando não me convidam", disse.
José Augusto Maia não se absteve de comentar situações relacionados ao Moda Center Santa Cruz, empreendimento pelo qual já passou e vivenciou situações emblemáticas de rejeição popular. Avaliando a atual administração o político disse que o centro de compras é hoje alvo de uma administração midiática e que sofre com impostos e insegurança.
"Eu acho que gastam muito com propaganda para promover a diretoria e deixam de gastar com propaganda para trazer novos clientes. Eu posso dizer isso porque fui o cara que sofreu para que aquele Moda Center fosse erguido, fui criticado. Hoje, parece que eu sou um estranho para aquela diretoria", criticou.
Um dos pontos mais levantados pelos internautas e ouvintes durante a entrevista foi o 'caso da merenda', processo pelo qual o político passou como réu e sustenta não ter conhecimento de irregularidades, afirmando apenas que pessoas responsáveis pelo caso teriam sido punidas com afastamento definitivo.
"Esse cara (Edson) não tinha condições de vencer a eleição contra mim, por isso criaram o mito da merenda, e isso foi muito forte. Trinta, quarenta carros de som, guia eleitoral, algazarras e, dentro desse acontecido, o que aconteceu foi o seguinte; o prefeito está ali com os seus secretários, e se uma dessas pessoas erra, cabe ao prefeito punir ou não aquela pessoa. Aconteceu o caso da merenda, e mesmo a mercadoria tendo sido entregue no dia certo, na hora correta, com preço de mercado, mas quem estava com a empresa era dois funcionários – o que a Lei diz que não pode, no caso uma empresa laranja – só que eu não sabia, no momento que eu soube, e eu soube pela imprensa, eu botei os dois para fora, e aquela empresa já vão vendeu mais", argumentou.
Veja a entrevista na reprise do DN:


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