De 23 casos registrados pelos menos 14 já resultaram em mortes
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| Imagem meramente ilustrativa |
No interior de São Paulo, uma morte foi confirmada como
causada pela febre amarela silvestre em dezembro, a primeira desde 2009.
"Já esperávamos um surto maior da febre amarela silvestre, mas devemos nos preocupar, sim. Estamos sentados em uma bomba-relógio", disse à BBC Brasil o epidemiologista Eduardo Massad, da USP.
"Precisamos entender o risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria uma enorme tragédia, talvez maior do que zika, dengue e chikungunya juntas - porque ela mata quase 50% das pessoas que não são tratadas”.
A febre amarela é considerada endêmica nas regiões rurais e
de mata do Brasil, onde é transmitida por mosquitos de espécies diferentes,
como o Haemagogus e o Sabethes, para macacos e, ocasionalmente, para humanos
não vacinados. Mas não há registro de casos em áreas urbanas - onde o vetor é o
mosquito Aedes aegypti - desde 1942.
O Ministério da Saúde notificou a OMS (Organização Mundial
da Saúde) dos casos, seguindo recomendação do Regulamento Sanitário
Internacional de informar à organização ocorrências importantes de saúde
pública. Em 2016, o Brasil teve seis casos da doença confirmados, segundo o
governo. O último surto da febre amarela silvestre ocorreu entre 2008 e 2009,
quando 51 ocorrências foram confirmadas.
A pasta também afirmou que enviou duas equipes e cerca de
285 mil doses de vacina contra a febre amarela para Minas Gerais para controlar
a doença. Pessoas nas áreas onde há registro de casos serão vacinadas, e, em
seguida, moradores de municípios vizinhos.
Em sua fase inicial, que dura de três a cinco dias, a febre
amarela causa calafrios, febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço, perda de
apetite, náuseas e vômitos. Em sua fase mais grave, a doença provoca
hemorragias e insuficiência nos rins e no fígado, o que pode levar à morte.
Macacos
Atualmente, 15 municípios mineiros estão em situação de
alerta para a febre amarela. Também estão sendo monitoradas cidades onde ainda
não houve casos em humanos, mas que registraram mortes de macacos possivelmente
causadas pela doença.
O monitoramento ocorre normalmente no Brasil todos os anos,
especialmente entre dezembro e maio, considerado o período de maior
probabilidade de transmissão da febre amarela.
Vacina
O Ministério recomenda a vacina para pessoas a partir de
nove meses de idade que vivem nas áreas endêmicas ou viajarão para lá e a
partir dos seis meses, em situações de surto. Segundo a pasta, todos os Estados
estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender a
todas as pessoas nestas condições. Com informações do BBC Brasil.


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