"Queremos o que é nosso" é movimento de professores grevistas em Stª Cruz do Capibaribe

Os professores da Rede Municipal de Ensino de Santa Cruz do Capibaribe continuam com os movimentos que visam o recebimento de recursos oriundos do FUNDEF, repasse do Governo Federal e que deve entrar nos cofres da prefeitura ainda este mês.

De acordo com a classe de educadores, o prefeito do município se recusa a seguir com as negociações que foram iniciadas antes das eleições, onde na ocasião havia acordo para o pagamento dos repasses. Confira a nota dos professores divulgada na sexta-feira (09):
"Ontem, a classe dos professores da rede Municipal de Santa Cruz do Capibaribe esteve reunida todo o dia na escola Ivone Gonçalves, sentamos, discutimos, elaboramos ações para continuarmos mobilizados em todo dessa causa.

Entendemos que o precatório do Fundef pertence a nós. É nosso direito receber essa verba praticamente 'indenizatória' pelos 4 anos trabalhados sem as mínimas condições de trabalho, salários defasados e congelados.

O que o senhor prefeito está fazendo é apenas manipular a opinião pública e tentar convencer a população que nós não temos direito a receber tal ressarcimento, jogando a decisão para o Supremo e não deixando claro para a população que fazer justiça, fazer com que o dinheiro chegue ao professor e as escolas depende da desejo dele.

Não existe vontade politica, não existe vontade em negociar, não existe respeito por toda uma categoria guerreira que doa sua vida diariamente em prol da sociedade. A gestão fecha os olhos para a negociação, alunos são prejudicados sem aulas, professores tem diários e notas para concluir nesse período de final de ano, teremos que repor as aulas nas férias ou então mais uma parte do nosso salário será subtraída.

Não estamos exigindo favores ou migalhas, queremos que a lei seja respeitada, queremos a dignidade que nos cabe enquanto educadores.  Nesses três dias de paradas, protestos, articulações,  nenhuma, NENHUMA, proposta foi enviada para ser analisada. Aguardamos, ansiosos, algum posicionamento do gestor, um posicionamento que nos faça acreditar que realmente há um esforço de fazer 'Uma Educação Melhor Para Todos'.
 60% dos 17 milhões tem que ser divididos entre os professores. Isso mostra realmente o compromisso e reconhecimento do nosso trabalho. 40% tem que ser aplicados na educação. Construção de novas escolas e reformas reais das que estão funcionando. Continuaremos mobilizados, continuaremos lutando pra que mais nenhum direito seja retirado de nós. Continuaremos querendo o que é nosso.

Senhor prefeito, cumpra a lei!

#queremosoqueenosso", encerra a nota dos professores.
Em contato com o blog os professores ressaltaram ainda que devem ocupar a Secretaria de Educação na segunda-feira (12), onde permanecerão até que as negociações tenham um parecer concreto. Nas redes sociais um vídeo onde professores aparecem destacando o tema também foi divulgado, confira:



Deixe seu comentário

Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.

Postagem Anterior Próxima Postagem