“Alguns querem partidarizar as 'coisas', e deixam de ter um bom diálogo”, declara Edson Vieira

"Estão fazendo pressão para que eu faça algo que o STF não determinou", completou o prefeito Edson Vieira
Edson Vieira (PSDB) - Foto: Paulo Henrique (Arquivo do blog)
O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB) esteve na Rádio Polo FM na manhã desta terça-feira (13), onde comentou sobre os protestos que estão sendo realizados pelos professores em reivindicação pelo pagamento da verba indenizatória oriunda do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério). A verba está calculada em cerca de 17 milhões de reais e estavam previstas para chegar ao município no dia de ontem, 12.

Para Edson, a sua posição de ainda não ter destinado os recursos está baseada na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que em decisão monocrática da Ministra Carmem Lúcia definiu que as prefeituras não utilizem os recursos até que seja julgado o mérito da questão. Já os professores defendem que a verba é vinculada e deve ser repassada ao Magistério.
“Estão fazendo pressão para que eu faça algo que o STF não determinou, eu não vou mexer nesses 60% que está sendo discutido. Quando se tem o reajuste do MEC anualmente, eu sempre chamei o sindicato”, pontuou.
Ainda em sua fala, o prefeito elevou as conquistas que tem implantado em sua gestão, citando a Licença Prêmio, os reajustes anual do MEC (Ministério da Educação) e tudo que "é de direito da categoria”, citou.

Polêmicas

Sobre os acontecimentos que foram registrados, a exemplo do desligamento da energia e a retirada dos botijões de água, com o intuito de inibir a presença dos manifestantes, o prefeito disse que irá procurar saber de quem partiu a responsabilidade desse ato, sendo que o mesmo frisou que a sua gestão repudia essas atitudes.
“Irei procurar saber de quem partiu essa atitude, não teve a minha autorização e vou tentar descobrir quem fez isso, que não condiz com o que sempre determinei e respeitei. Já sobre os ar-condicionado desligados, isso é o procedimento normal, já que o expediente é encerrado às 13h00, a energia já é desligada para economizar”, afirmou Edson.
Por fim, o prefeito afirmou que independentemente da decisão do STF, irá chamar os seus secretariados para discutir se é possível ou não destinar algum valor para os professores. Mesmo que a decisão do STF seja desfavorável a classe.
“A prefeitura poderá repassar esses valores dentro de uma colocação serena do Governo Municipal, irei chamar os secretários e vamos discutir se é possível destinar algo para a classe”, finalizou.

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