Ofertas de emprego em Santa Cruz do Capibaribe caíram cerca de 83%, em 2 anos

Empresas começam a fazer 'malabarismo' para manter funcionários empregados
Trabalho que garante carteira assinada teve baixa de até 83%, em Santa Cruz do Capibaribe - Imagem meramente ilustrativa
Desde o início de 2014, as oportunidades de emprego ofertadas pela Agência do Trabalho de Santa Cruz do Capibaribe sofrem uma baixa gradativa. Em levantamento feito pelo blog no início desta semana, constatamos uma queda este ano de aproximadamente 83% nas demandas de contratação, se comparadas ao ano de 2014.

Em 2015 houve uma queda de aproximadamente 61% em relação as oportunidades de emprego oferecidas pela agência no ano anterior, já este ano, a baixa foi de aproximadamente 57% se comparado ao ano passado. Somada, a porcentagem atual é de 83% em relação ao ano de 2014.
Com baixa demanda para produção, empresários lutam para manter funcionários em seus cargos - Imagem meramente ilustrativa
O cenário é um claro reflexo da Crise Econômica que afeta todo o país, desta forma, cada vez menos empresas estão dispostas a investirem em novos funcionários, gerando assim um número cada vez maior de desempregados.

Projeção local

Em municípios como Santa Cruz do Capibaribe, que vive-se especificamente da produção confeccionista, a demanda é reduzida porque o crédito e poder de compra é limitado em todo país, gerando assim uma menor procura pelos produtos locais, o que reflete diretamente nas fabricas e outros departamentos relacionados.
Estudante de 18 anos foi surpreendida pela falta de emprego - Foto: Arquivo do blog
Com a pouca demanda para contratação, cada vez mais pessoas, excepcionalmente jovens, estão em busca de um trabalho. Dentre esses muitos jovens, conversamos com Eugênia Souza (18 anos), residente em Santa Cruz do Capibaribe, ela que terminou o Ensino Médio há três meses e desde então tem travado verdadeiras batalhas em busca do primeiro emprego.

Em entrevista ao blog, Eugênia relata que a falta de emprego na cidade a surpreendeu, tirando assim as suas expectativas e respectivamente obrigando-a a encarar situações que não haviam sido planejadas.
''A minha expectativa era que como seria meu primeiro emprego, eu conseguiria fácil, mas o que eu realmente vi foi uma situação totalmente diferente, falta de emprego. Eu queria um emprego de vendedora, e depois desisti, estou aceitando o que aparecer.
Eugênia conta ainda que a falta do tão sonhado emprego prejudicou também outros planos que ela já havia feito desde o colegial:
''Passei numa faculdade particular e não posso pagar por conta do emprego que eu não tenho'', pontuou.
IBGE trouxe dados alarmantes sobre o desemprego no cenário Nacional - Imagem meramente ilustrativa
Projeção Nacional

Em pesquisas do IBGE divulgadas este mês, onde foram coletados dados de mais de 3 mil municípios, o desemprego foi relatado com um aumento de 9%, a projeção é que até o final deste ano essa porcentagem feche em 11%.

(Os dados coletados durante a pesquisa feita pelo blog foram apresentados e avaliados pelo Economista Rômulo Renan, a porcentagem corresponde apenas ao número de vagas que são ofertadas diariamente pela Agência do Trabalho de Santa Cruz do Capibaribe.)

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