Nesta postagem trago uma transcrição na íntegra da SBD – Sociedade brasileira de Diabetes, onde o autor Dr. Augusto Pimazoni-Netto (Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da UNIFESP) trata de forma sucinta o poder da Fé integrada ao tratamento da Diabetes. Vale a pena ler!
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| Imagem meramente ilustrativa |
O diabetes é frequentemente uma doença insidiosa que não se manifesta explosivamente mas que, uma vez identificado, torna-se uma condição permanente que pode ser controlada mas ainda não pode ser curada. O mau controle do diabetes, decorrente de tratamentos inadequados e de adesão apenas parcial às recomendações médicas é o fator responsável pelas complicações crônicas da doença. Um artigo publicado em 2013, sob o título de “Diabetes, religião e espiritualidade” traz uma abordagem inteligente sobre como a fé pode impactar positivamente a evolução do diabetes, em sintonia com intervenções educacionais, psicológicas e farmacológicas. Atualmente, com o aumento da prevalência de doenças não comunicáveis, como o diabetes, o modelo biomédico da doença precisa ser expandido para um modelo biopsicossocial, onde a espiritualidade e a religião sejam partes integrantes do bem-estar das pessoas afetadas e precisam ser incorporadas de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. Em condições médicas nas quais o autocontrole é um componente crucial da abordagem terapêutica, é preciso compreender a importância da aderência do paciente e esta, por sua vez, depende essencialmente de mecanismos motivacionais que ajudem o paciente a enfrentar os desafios impostos por sua condição de saúde prejudicada.
Ao invés de um debate inútil entre a comunidade científica e os agentes religiosos, os esforços devem ser dirigidos à construção de estratégias conjuntas e complementares nas quais cada lado deve respeitar o domínio do lado oposto, desde que sejam respeitados os princípios científicos, éticos e morais que devem reger tal associação. Dentro dessa perspectiva de uma ação colaborativa e inteligente entre ciência, religião e espiritualidade, algumas posturas devem ser corrigidas para que se consiga promover um impacto sadio, ético e sustentável para esse louvável esforço conjunto dessas ações. Exemplificando: principalmente nos últimos anos, vem se tornando uma lamentável realidade a intromissão de setores religiosos nas recomendações médicas que regem a boa conduta terapêutica absolutamente indispensável para se promover o bom controle do diabetes. Em outras palavras, as orientações de religiosos e de outros agentes leigos no sentido de que o tratamento farmacológico não seria necessário uma vez que a intervenção divina seria capaz de promover a “cura” milagrosa do diabetes constitui-se em atitude reprovável e com possíveis implicações éticas e legais.
| Imagem meramente ilustrativa - Fonte: Google |
Um exemplo vivo dos riscos de recomendações visando a suspensão do tratamento farmacológico de pacientes com diabetes pode ser visto no filme “Promised a Miracle”, baseado numa história real, que pode ser assim resumida: os pais de uma criança de onze anos, portadora de diabetes tipo 1 e em tratamento insulínico permanente, acabam se influenciando pela comunidade religiosa que frequentavam e acabaram por suspender o tratamento insulínico da criança, uma vez que Deus se encarregaria de curá-la. Evidentemente, a pobre criança acaba morrendo e os pais acabaram condenados por homicídio culposo. Vale a pena assistir a este comovente filme lançado em 1988 e que talvez você ainda encontre em sua locadora de vídeo.
A intervenção religiosa bem orientada pode ser uma das estratégias mais bem sucedidas para a promoção do bom controle do diabetes. Para o aumento da eficácia das intervenções educacionais e motivacionais a ação integrada (conjunta) dessas duas vertentes pode trazer uma contribuição inestimável para a população de pessoas com diabetes num país como o Brasil, onde apenas 10% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 23% dos pacientes com diabetes tipo 2 apresentam controle adequado da doença.” (Fonte: diabetes.org.br - SBD, 02/2016)
Ao buscarmos as várias literaturas publicas no meio científico encontraremos diversos questionamentos, mas dificilmente contrários aos efeitos benéficos da Fé para com as diversas situações patológicas da saúde humana. Portanto a Fé equilibrada associada aos devidos tratamentos de saúde sempre será bem vinda! Até o próximo artigo!
Nutricionista Helder Viegas - CRN6 10289
Especialista em Nutrição Clínica - Especializando em Fitoterapia/Sup. Esportiva
Atende na Clínica Sant’Anna, em Sta Cruz do Capibaribe (3731-4267)
Contato e dúvidas: helderviegas1@hotmail.com



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