CPI do Calçadão realiza ouvida de primeiras testemunhas

De duas testemunhas convocadas, apenas Kelves Murilo compareceu e foi ouvido pela CPI. Mais dois nomes foram citados e também devem ser ouvidos.
Fotos: Bruno Muniz
Durante a manhã desta sexta-feira (04), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades envolvendo boxes no Calçadão Miguel Arraes de Alencar deu andamento em mais uma etapa do processo investigatório, esta de ouvidas de testemunhas.

Das duas testemunhas convocadas para prestarem esclarecimentos, apenas Kelves Murilo Ferreira de Lima se apresentou, sendo então ouvido pelos vereadores.
Testemunha Kelves Murilo optou pelo silêncio em determinados momentos
A ouvida

Sendo a única testemunha presente, Kelver relatou alguns pontos cruciais para o andamento das investigações, porém se ateve ao silêncio em determinados momentos, afirmando que só responderia com a presença de um advogado.

Aberta pelo vereador oposicionista Ernesto Maia (PSL), a ouvida foi concentrada nos problemas de duplicidade, onde o parlamentar questionou a testemunha sobre os problemas envolvendo a localização do seu box no centro de feiras.

Apesar de ter exposto que houve problemas de fato com a localização do seu ponto, Kelves se negou a dar mais detalhes a respeito. Na segunda parte da ouvida, esta realizada pelo vereador Luciano Bezerra (PR), também houve silêncio em um momento muito especifico.

Kelves respondeu a maioria dos questionamentos, mas se calou quando o vereador questionou o mesmo se teria ocorrido alguma dificultação para conciliação da duplicidade por parte da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe.
Parte dos documentos relacionados a CPI chegaram até a sala de reuniões
Novos nomes

O dia de CPI também trouxe novos nomes para o cenário futuro de depoentes, fato que deve acarretará em novas ouvidas, isso já na próxima semana. José Henrique de Lima foi citado como sendo a outra parte do impasse de duplicidade de boxes com Kelves, a testemunha ouvida nessa sexta.

Na ocasião, Sonildo seria tio de José Henrique, por tanto a pessoa que resolvia a questão diretamente com Kelves na época, e não o próprio Sonildo como foi citado anteriormente.

Apesar de ser citado, o nome de José Henrique não consta na documentação apresentada nesta data, desta forma foi solicitado pelo vereador Ernesto que o mesmo fosse ouvido, o pedido foi amplamente acatado pelo presidente da CPI, José Bezerra da Costa (Zé Minhoca - PSDB).
Kelves respondeu perguntas dos parlamentares Ernesto Maia e Luciano Bezerra. Sonildo, segunda testemunha não compareceu, por tanto não foi ouvida
Representante da Prefeitura 

Ainda de acordo com o depoimento de Kelves, Sérgio Colino seria o responsável por solicitar que o mesmo deixasse o seu box na época. O jovem relatou que o mesmo apenas alegava que aquele não era o seu ponto e que por isso deveria sair.

Kelves também relatou que houveram ameças neste sentido, onde Colino alertava para que caso ele não deixasse o ponto teria suas mercadorias apreendidas pelo órgão público.

Os transtornos

Em certa altura da ouvida Kelves relatou que devido sua permanência no local teve suas mercadorias recolhidas por Guardas Municipais.

Novas ouvidas

Na próxima sexta-feira (11), mais duas pessoas devem ser ouvidas, sendo elas José Henrique de Lima e Sérgio Colino. A ouvida das novas testemunhas acontecerá pela manhã, em mais uma reunião da CPI.

Atualmente Kelves encontra-se no local que foi instituído para que o mesmo ficasse, conforme anunciado desde o início da distribuição dos boxes, ou seja, o que ele diz ser seu por direito documental.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, através da gerencia de Indústria e Comércio, enviou parte dos documentos de demandam a CPI em um malote.

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