Resumo
O presente texto apresenta o termo graça como um meio inicial do plano divino sobre a Criação. Em relação à salvação, o mesmo termo esclarece a necessidade do Redentor na Criação. Como também, o objetivo da Redenção no julgamento da humanidade.
Introdução
Olhando a queda de Adão e seu estado depravado, que atinge a todos os homens, em relação à ordem de vida estabelecida originalmente pelo o Criador, podemos enxergar, pelo o ângulo da graça, de forma primária que o início da consumação do plano de Deus no ser humano é revelado; ela é apresentada pela necessidade de ordem Divina na criação.
A consumação da graça
A regeneração traz a proposta de conceder vida a quem está morto; infelizmente, o pecado trouxe como consequência o distanciamento da criação ao Criador; toda a estrutura humana foi atingida pelo o pecado; pois não houve, não há e não haverá enfraquecimento do pecado sem a graça divina. De fato, o que administra a abrangência do pecado na criação é a manifestação soberana da graça de Deus, pois é assim que Paulo nos diz ‘… mas onde abundou o pecado, superabundou à graça… ’ (Romanos 5.20), a fim de mostrar a justiça Divina por meio do Redentor, o Senhor Jesus Cristo, que exageradamente foi manifestada e estabelecida para interromper o processo iniciado por Adão. Afinal, Cristo é o segundo Adão que manifesta a justificação que dá vida. Ele é Aquele que Adão prefigurava (cf. Romanos 5.14). Esse processo iniciado por Adão é o que chamamos de morte; Cristo veio para pôr um fim e estabelecer a justiça de Deus revelada graciosamente pela Lei ao pecador. De forma mais clara, por meio de Jesus Cristo somos levados à obediência que nos torna justo. Por isso que a palavra ‘méritos’ precisa ser discriminada, ou seja, definida como algo exclusivamente Divina; a fonte de todos os méritos em relação à salvação é central em Cristo, ou seja, o mérito que conquista salvação é baseado na aliança da graça, que é soberanamente administrada por Deus ao pecador e aplicado pelo Espírito Santo no ato da regeneração. Pois é rejeitado qualquer ensino que mostre méritos para a salvação que não seja na Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo. Sobre isso João Calvino afirmou ‘Quanto a mim, reconheço não haver lugar para o mérito quando se deseja opor {resistir} Cristo, unicamente e por si, ao juízo de Deus, uma vez que não se encontra nenhuma dignidade no homem que faça de Deus devedor de um favor, ou melhor, como Agostinho escreve com muita verdade, uma luz claríssima da predestinação e da própria graça é o homem salvador Jesus Cristo, porque, isso que Ele é, a natureza humana que n’Ele está, não adquiriu de nenhum mérito das obras ou da fé precedentes.
Portanto, apareça em nossa cabeça a mesma fonte da graça, donde, segundo a medida de cada um, ele é difundido por todos os seus membros. Cada um, desde o início de sua fé, se faz cristão por essa graça pela qual aquele homem, desde seu início, foi feito Cristo[1]’. De fato, a coroa da Criação é Cristo, e não apenas isso, Ele é a fonte da graça regeneradora do qual o Nosso Criador quis revelar por pura graça e amor. Afinal, como o apóstolo nos aconselha ‘… que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões,…’ (2ª Coríntios 5.19). Por isso que em Cristo a consumação da graça por meio da obra redentora é amplamente aplicada e estabelecida pelo o Filho de Deus que, se humilhou em prol da vontade Divina.
Conclusão
Portanto, pelo o ângulo da graça, o pecador é salvo pela necessidade de ordem Divina na criação, causado pela desobediência de Adão, que ao distanciar do Criador, foi atingido por todos os males mortíferos do pecado, para que afinal fosse reconciliado por Aquele que tem poder para enfraquecer e extinguir o pecado em nossa realidade, Jesus Cristo. Afinal, ‘Cada um, desde o início de sua fé, se faz cristão por essa graça…’. Por isso a desordem do pecado é totalmente controlada pela graça; pois através disso estabelecemos uma compreensão mais nítida a quem si deva dar méritos para a salvação. A consumação da graça consiste no controle acerca do pecado e o julgamento de Deus em Cristo perante toda a humanidade.
Por: Tiago Xavier


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