''Obesidade Infantil: De quem é a cupa?''

Nesta postagem, trazemos um alerta para os pais em geral próximo ao dia alusivo ao das Crianças. A taxa de crianças com excesso de peso e obesidade segundo dados do Ministério da Saúde gira em cerca de 1 a cada 3 crianças no Brasil. Trazemos algumas abordagens que explicam a origem da obesidade infantil, tema cada vez mais presente nos consultórios brasileiros e mundiais.
Imagens reprodução da internet
Os pais ao desenvolver da criança já observam o aumento de peso elevado em relação as demais crianças. Mas apenas um profissional Médico Pediatra ou Nutricionista podem diagnosticar precisamente o quadro de obesidade infantil, através de mensuração e avaliação do estado nutricional comparativos com as Curvas da OMS (IMC, peso, idade, estatura e outros), além de riscos associados presentes.

Segundo a Coordenadora de Obesidade Infanil do HC-USP, um dos motivos iniciadores para a probabilidade ser maior de obesidade infantil está nas mães. “Existem muitas causas para a obesidade infantil, mas não podemos deixar de mencionar as características genéticas. Milhões de anos atrás sobreviveram nossos ancestrais que tinham genes capazes de estocar calorias e transformá-las em energia. Os que não tinham, morreram cedo e provavelmente não deixaram descendentes. Isso quer dizer que a grande maioria dos sobreviventes tem genes que favorecem o aparecimento da obesidade. Se o ambiente for favorável, ela irá manifestar-se. Qual é o ambiente saudável para o bebê? É a mãe. Engordar muito durante a gestação, favorece o desenvolvimento de tecido adiposo, de gordura, no primeiro ano de vida da criança. Na literatura, há trabalhos mostrando que para o desenvolvimento do tecido adiposo no primeiro ano de vida é importante não só o peso com que a mãe inicia a gravidez, mas o peso que ganha durante a gestação.”

Por isso alertamos em outro artigo deste blog, sobre a conduta nutricional para o ganho de peso adequado para as gestantes (1ª parte) e traremos logo em breve a 2ª parte do referido artigo. Porém o outro lado da história a OBESIDADE INFANTIL, dar-se-á por vários motivos que independem da mãe também, como nos pontos a seguir, leia com atenção:
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  • Na criação e início do consumo alimentar durante a lactação (após os 6 meses de amamentação exclusiva) e após o desmame (por volta de 12 a 24 meses), quando os pais sem referência começam a induzir a criança a ingerir alimentos além do necessário e todo tipo de alimentos, achando por vezes que a pequena quantidade que o filho comeu não é suficiente para saciá-lo;
  • Nas várias vezes que o filho é forçado a comer ou ainda que de tão acostumado a alimentar-se e pedir várias vezes ao dia, os pais sempre oferecem e dão além da quantidade necessária para saciá-lo;
  • A superexposição das crianças a alimentos não-saudáveis, por exemplo vendo propagandas na TV, passeando e consumindo nos shoppings, nas cantinas escolares inadequadas, lanchoentes de rua, etc, quando os pais compram tudo que eles pedem. Ou quando os mesmos que são vitrine para os filhos, consomem na frente das crianças alimentos altamente gordurosos, industrializados, fast food, refrigerantes, doces e massas em demasia, enfim alimentos cheios de gordura e de açúcar, substâncias que aumentam muito o sabor dos alimentos. Esta criança passa também a desejar e ver o exemplo de casa, passando por vezes manhãs e tardes mastigando bolachinhas, biscoitinhos, hambúrgueres, balas e chocolates e acostumando-se cada vez mais a este modelo alimentar;
  • Fatores emocionais, ocasionados por problemas ou dilemas vividos em seu lar, onde por vezes a criança não distingue fome de ansiedade, consumindo e pedindo alimento compulsivamente;
  • Poderíamos citar outros vários pontos a serem discutidos sobre a gênese da OBESIDADE INFANTIL, mas um dos principais além destes, está também na diminuição da atividade física natural (e que deve ser incentivada) numa geração que desde novinhos (por volta dos 2 anos como vemos em consultório e em publicações) são acostumados  a passar horas e horas vendo TV, mexendo em jogos e aparelhos de internet como tablets, notebooks, smartphones e outros, tornando-se jovens e adultos sedentários. Retirando desta feita o direito da criança de correr, brincar, gastar energia e consequentemente lá na frente quando estiver mais velho NÃO estocar tanta gordura e tecido adiposo.
É notório e sempre alertamos em consultório, que a CRIANÇA não cozinha, não nasce gostando ou não dos diversos grupos de alimentos, mas aprende a gostar dos alimentos e essa EDUCAÇÃO ALIMENTAR é total responsabilidade dos pais. Que desde a alimentação complementar por volta dos seis meses de vida devem inserir alimentos saudáveis e fazer com que a criança tenha prazer em comer tais alimentos, na medida certa e com disciplina. E no futuro próximo, a própria criança e sua saúde irão agradecer aos pais! Futuros pais e pais leitores reflitam, pois a obesidade é hoje causa de inúmeras morbidades associadas e futuras para a vida como Diabetes, Dislipidemias, problemas cardiovasculares, entre outros. Não se deve restringir tudo, mas se fazer prevalecer na educação nutricional do lar o entendimento para que a criança saiba dosar as quantidades e tipos de alimentos, preferindo o que faz bem para sua saúde. Viver saudavelmente é o melhor presente que os pais podem dar as crianças.
Nutricionista Helder Viegas - CRN6 10289
Especialista em Nutrição Clínica - Especializando em Fitoterapia/Sup. Esportiva
Atende na Clínica Sant’Anna, em Sta Cruz do Capibaribe (3731-4267)
Contato e dúvidas: helderviegas1@hotmail.com

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