O dólar vem subindo muito nos últimos meses, devido a bons números americanos e maus números no Brasil, chegando ao maior índice desde o plano Real. Fica mais difícil viajar ao exterior e comprar produtos importados. Não é só isso, trigo, gás, gasolina, soja, carne, café, açúcar, milho, todos esses produtos tem preços atrelados ao dólar, reflete em um aumento do custo de vida de classes baixa da sociedade.
Analisando a composição da balança comercial (importações e exportações), é sábio que importamos produtos de alta e média tecnologia e exportamos produtos de media-baixa e baixa tecnologia, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Importamos produtos tecnológicos, máquinas e equipamentos e exportamos agropecuários e de extração como o siderúrgico.
A priori pode ser bom, já que aumenta as exportações do Brasil, gerando emprego e renda, mas o principal parceiro do Brasil, a China, não está com sua economia bem e tem dado sinais de retração. Outro fato importante, é que somos dependentes da tecnologia de outros países, se o dólar permanecer alto por muito tempo a tendência é de ficarmos com um parque fabril obsoleto, devido ser caro a atualização por equipamentos de última geração. Então mesmo no longo prazo o dólar alto pode prejudicar as exportações.
Para a região do Polo de Confecções, a tendência é de insumos mais caros, que em boa parte são importados, o que encarece nossos produtos. Exemplo: maquinas de costura, tecido a base de elastano e tecido importados devem estar ficando mais caros. Por outro lado, um dos grandes concorrentes, que são os produtos chineses também devem ficar mais caros, já que são cotados em dólar.
| Rômulo Renan |

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