Visão Econômica: Comercio atual do polo de confecções


O período não está fácil para o polo de confecções, a queda nas vendas é sentida e reclamada por todos os confeccionistas. Não é fácil detectar como está o cenário para o polo, devido a falta de dados e mensuração por parte das empresas, ainda temos muitas empresas informais e com baixa contabilização.

No âmbito nacional, o credito está mais difícil, ele que é um multiplicador de renda, e ainda a poupança teve uma retirada ampla este ano, a maior dos últimos 20 anos, isso é a tentativa de manutenção do consumo. Tem se mostrado um aumento na inadimplência pessoal e também pelas empresas, e a devolução de cheques chegou a níveis mais altos desde 2006, o cheque é um meio de pagamento muito usado nas transações dos confeccionistas do agreste.

Neste cenário de crise e cortes fiscais, não seria surpresa se esperar pela grande queda de vendas no polo do agreste, ainda que tivermos produtos acessíveis, são produtos que chegam ao caráter de supérfluos, ou seja, o consumo pode esperar. Ainda nesta linha, uma melhora breve na economia, poderá só surtir efeito para o polo com um certo tempo de retardo.

Ainda é cedo pra prever como será o desempenho econômico no segundo semestre da economia nacional e consequentemente como será para a região, mas pelo que se mostra será um ano difícil, até o fim.         

Por: Rômulo Renan

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