Esta semana trazemos um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre os energéticos que podem causar desde arritmia até a morte. A reportagem foi transcrita do site Coração Alerta, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
De acordo com a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, atribui-se o uso da expressão “bebida energética” ou “energy drink” o produto que contém em sua composição inositol e/ou glucoronolactona e/ou taurina e/ou cafeína, podendo ser adicionado de vitaminas e minerais e até mesmo de outros ingredientes. Ainda de acordo com a Anvisa, o uso de bebidas energéticas é autorizado no Brasil desde 1998, após avaliação desta quanto a segurança de uso destes produtos.
"Vendidos em supermercados e muito consumidos por jovens, os energéticos estão presentes nas baladas, misturados com bebidas alcoólicas, e no dia a dia de quem quer ter um pouco mais de disposição. Seu consumo indiscriminado, no entanto, vem sendo questionado por especialistas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) endossa o trabalho da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), segundo o qual o aumento do consumo de energéticos pode representar perigo para os jovens.
O presidente do Grupo de Estudos de Cardiologia do Esporte da SBC, Daniel Jogaib Daher, diz que campanhas feitas nos mesmos moldes das antigas propagandas de cigarro elevaram muito o consumo de energéticos no Brasil, especialmente entre jovens e adolescentes.
O perigo existe por causa da presença de substâncias como a cafeína e o guaraná, entre outros ingredientes. Esses componentes estão presentes nos energéticos “em quantidade que excede em muito o recomendado para consumo saudável pelos órgãos de saúde”, diz o médico, e podem desencadear arritmia “mesmo em pessoas sem nenhuma doença cardíaca conhecida”.
O problema maior é o consumo em baladas, como se fosse refrigerante, explica Daniel Daher, pois “como na verdade são estimulantes neuropsíquicos, os energéticos podem ser muito deletérios para o corpo”, principalmente se tomados juntamente com bebidas alcoólicas.
Os pesquisadores identificaram mais de 500 marcas de energéticos, que se difundiram rapidamente a partir do lançamento da primeira versão do produto, ocorrido no Japão em 1960. Em 1987 os energéticos chegaram à Europa, em 1997, nos Estados Unidos e há dois anos suas vendas somavam 12,5 bilhões de dólares.
Os médicos apontam como efeitos possíveis do consumo de energéticos arritmias cardíacas, hipertensão, estimulação do sistema nervoso central, vômitos, acidose metabólica, convulsão, parada cardíaca e mesmo morte. Nos adultos a bebida tende a aumentar o risco de hipertensão e de diabetes, já que a cafeína reduz a sensibilidade à insulina e aumenta o risco de aborto espontâneo. Segundo o trabalho, o efeito maléfico da cafeína contida no energético é maior do que a contida no café, porque, como esta bebida é consumida quente, sua absorção é mais lenta do que a do energético, que é tomado frio ou gelado.
As pesquisas continuam em andamento, e os norte-americanos estão analisando o que ocorre com o uso simultâneo de energéticos e drogas, como maconha e cocaína, e um novo estudo analisa por que os militares que usam energéticos apresentam taxa de suicídio maior do que a média das Forças Armadas" (SBC, Coração Alerta).
Alguns efeitos foram comprovados em pesquisas do consumo da cafeína altamente presente nestes alimentos, como o estímulo do aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, por isso, pacientes cardíacos, hipertensos e renais devem evitar estas substâncias.
Portanto é sabido que existem outras fontes de alimentos naturais energéticos que nos dão disposição e não há contra-indicações. Procure um Nutricionista legalmente habilitado e não siga exemplo de grande maioria de jovens que tomam indiscriminadamente tais bebidas, pois sua saúde deve ser prioridade, acima de qualquer prazer.
Helder Viegas
Nutricionista CRN6 10289
Especialista em Nutrição Clínica e Ambulatorial
Atende na Clínica Sant’Anna, em Sta Cruz do Capibaribe (3731-4267)
Contato e dúvidas: helderviegas1@hotmail.com




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