Ele não é apenas transmissor da Dengue, a Chikungunya e o Zika Vírus também são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Diante do crescente aumento no casos das doenças provenientes do transmissor citado, cresce também a demanda nos hospitais e unidades de saúde da região.
Para compor um cenário desfavorável, ainda existe a falta de elementos para o combate satisfatório do mosquito, como é o caso do dos pesticidas, há três meses em falta nos municípios do Agreste pernambucano, incluindo Santa Cruz do Capibaribe.
Para se proteger dos ataques do mosquito, que de acordo com estudos recentes da Secretaria Nacional de Saúde, agora também age no período noturno (já que o mesmo não era de hábitos especificamente noturnos), a população faz o que pode, para isso vale tudo, até mesmo uso de artifícios naturais.
Além da boa é velha prevenção, que nestes casos resume-se ao combatimento de água parada, o uso de repelentes e mosquiteiros também é viável, tendo em vista que geralmente no período da noite, onde estamos dormindo, nossos corpos permanecem a maior parte do tempo imóveis, o que dá vasão para ação dos mosquitos.
Partindo para outra vertente, e também segundo pesquisas, um dos locais mais apreciados pelo Aedes Aegypti são os reservatórios de água domésticos, como por exemplo cisternas e caixas d'água, pois, acumulam por mais tempo uma quantidade tentadora de água limpa. Tendo isso em vista, é necessário que você entenda, que o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus não precisa de muito para se reproduzir, leva apenas de 3 a 15 dias para completar o seu ciclo, e posteriormente já se tornar uma possível ameaça.
Ciclo do mosquito Aedes Aegypti
O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.
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| Imagem meramente ilustrativa |
Voltando às formas de prevenção, existe uma opção apropriada para reservatórios de água nos quais os proprietários não tem acesso diário, como cisternas e caixas d'água, trata-se de pequenos peixes, por exemplo a popular ''piaba'', estes que realizam um excelente trabalho de combate ao mosquito ainda na forma de larvas.
A explicação é simples, os peixes se alimentam de pequenas formas de vida, insetos compõem o cardápio dos mesmos. É necessário também ressaltar, que caso resolva aderir a este segmento de prevenção, não precisará ter uma cardume de peixes em seu reservatório, até porque, você poderá enfrentar nestes casos algum problema com a higiene da água. O indicado é que sejam inseridos nos reservatórios, de 03 a 05 peixes, dessa forma não enfrentará problemas como por exemplo, odor diferenciado da água, etc.
Para adquirir os peixes, procure inicialmente na feira popular de seu município, ou em estabelecimentos comerciais que comercializem conteúdo para o segmento animal, sempre há alguém que possua os animais para o livre comércio.
Um dos pontos positivos é que, obviamente você não precisará estar alimentando os peixes, as condições da água também são relativas, a maioria dos desses pequenos peixes domésticos possuem excelente resistência para habitar natural, sem muitos cuidados do homem.


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