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Por que a Esquerda luta tanto pela banalização do aborto? — Por Beethoven Barbosa


É sabido por todos nós que a vida humana tem início na concepção. O milagroso instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozoide masculino denota o quão fascinante é a vida. Quando um gameta masculino, portando seus 23 cromossomos, se fundi com um gameta feminino (também com seus 23 cromossomos), para a formação da unitária célula em que o zigoto consiste, tem-se demonstrado um dos acontecimentos mais monumentais e misteriosos que este universo pode contemplar.

Todavia, há quem lute com todas as suas forças para banalizar a vida e tornar o aborto uma prática corriqueira. O PSOL, alinhado com diversos movimentos, ONGs e partidos alinhados à esquerda, chegou a ajuizar no Supremo Tribunal Federal uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, pedindo ao STF a descriminalização do aborto.

Nesse sentido, a partir de uma análise jurídica da redação da ADPF em comento, pode-se constatar que a pretexto de defender uma “democracia laica”, ou mesmo batalhar pela liberdade de “mulheres negras e indígenas, pobres e de baixa escolaridade”, o que se pretende, na verdade, é defender o lobby de clínicas internacionais que lucram (e lucram muito) com a prática do aborto.

Esses grupos internacionais de clínicas que exploram economicamente o aborto, querem se estabelecer no Brasil, e para tanto, investem, estimulam e financiam de forma direta e indireta vários movimentos progressistas. Na verdade, esses movimentos não lutam por uma verdadeira e genuína libertação dos assim chamados “grupos oprimidos”, mas apenas instrumentalizam esses grupos de acordo com os seus interesses e a sua narrativa política.

É evidente que se faz importante e necessário nos solidarizarmos com mulheres que experimentam uma gravidez indesejada. Todavia, é importante lembrar que mesmo se utilizando de métodos contraceptivos, o coito pode sim resultar numa gravidez. Sendo um “risco” que se assume voluntariamente, ao mesmo tempo, também se assume a responsabilidade por uma vida humana que tem o seu próprio corpo e as suas próprias regras.

Diante de todo o exposto, faz-se importante perguntar: é justo negar a um filho o direito de existir e ter um futuro, só porque a maternidade ou a paternidade não convém no momento? A vida desses seres humanos que ainda não nasceram, é descartável como se fosse um apêndice a ser extirpado? Sou um jusnaturalista, e acredito que o direito de viver se manifesta como um princípio universal e imutável de justiça, independente das nossas conveniências ou dos interesses das clínicas de aborto.

Por Beethoven Barbosa


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