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Quem são os miseráveis na obra de Victor Hugo? – Por Beethoven Barbosa


Victor Hugo foi um artista de primeira grandeza. De uma genialidade multifacetada, Vitor Hugo é autor de algumas das maiores obras literárias da história da humanidade, entre elas Os Miseráveis e o Corcunda de Notre Dame.

Na obra intitulada de “Os Miseráveis”, o eminente autor conta várias histórias, mas certamente o cerne dessas histórias é a saga de Jean Valjean. Por ter furtado um pedaço de pão, Jean Valjean passa quase 20 anos na prisão. Naturalmente ele sai da cadeia um homem revoltado e embrutecido. Todavia, ocorre um evento em sua vida que o marca profundamente, e depois desse acontecimento, Jean passa a dedicar firmemente a sua vida a se tornar um homem digno e honrado.

Quando lemos o livro ou assistimos ao musical, verificamos que a miséria nada tem a ver com a condição financeira ou a posição social de um ser humano. A miséria retratada na obra é a miséria da alma. Os miseráveis a quem Vitor hugo se refere, não é a criança suja e explorada, ou os pobres que são encarcerados injustamente. Na verdade, os miseráveis são exatamente aquelas pessoas que de tão perversas e egoístas, são capazes de expor e submeter outros seres humanos a condições miseráveis de vida.

Nesse sentido, notamos que as personagens que tinham as condições mais miseráveis economicamente, são o que se comportam de forma nobre e honrada. Pode-se dizer, então, que o autor trabalha com a concepção de que se o homem mantém sua dignidade e a sua consciência intacta, ele é capaz de se superar qualquer adversidade, ele é apto a erguer-se de qualquer situação de dor e de tormento.

Com efeito, a grande mensagem dessa importantíssima obra, consiste em defender o entendimento de que há esperança de redenção para a pessoa que em Cristo, consegue conservar a sua consciência e manter incólume o seu caráter. E nesse contexto, justamente as pessoas que não tem essa consciência, por mais que as condições financeiras e sociais lhes sejam favoráveis, continuam sendo miseráveis.

Em suma, ao contextualizarmos essa obra magnânima, percebemos que os miseráveis não são as pessoas que trabalham duro e ganham tão pouco que mal conseguem o sustento de sua família. Os verdadeiros miseráveis são os políticos que roubam o dinheiro público, submetendo o povo a uma saúde sucateada e uma educação falida. Os verdadeiros miseráveis são os Ministros do Supremo que nesse contexto de crise em que vivemos, conseguiram aumentar de forma acintosa o próprio salário.  Se por um lado, o trabalhador honesto vai dormir todas as noites com a consciência tranquila, de outra banda, resta apenas a vergonha e a miséria moral, para aquelas almas podres que sugam o suor, o sangue e as lágrimas do sofrido povo brasileiro.




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