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Morreu um herói da vida real – Por Beethoven Barbosa


Stan Lee faleceu aos 95 anos no dia 12 de novembro de 2018. Não foi apenas um fato lamentável, mas é também uma perda irreparável. Escritor, editor e quadrinista, Stan Lee é um dos maiores ícones da cultura pop, digo é porque apesar de seu falecimento, o seu legado permanecerá para sempre, uma vez que ele é o marco do antes e do depois da história dos super-heróis.

O seu legado não se resume apenas em ser o grande responsável em transformar uma pequena editora em uma das maiores corporações do planeta (MARVEL), sua obra vai muito além disso. O Stan Lee revolucionou a própria maneira como o mundo vê o super-herói. Ates dele, os heróis, em sua grande maioria, eram escritos a apresentados como deuses ou seres extremamente virtuosos, depois dele surgiram heróis mais humanos, profundos e cheios de dilemas.

O Stan Lee criou heróis que não se encaixam nesses estereótipos de heróis imbatíveis, tendo em vista que ao criar heróis como o Homem Aranha, o Homem de Ferro, o Demolidor e os X-Men (apenas para citar alguns exemplos), surgem heróis que são mais identificáveis com as nossas dores, com a nossa solidão e os nossos problemas.

O Homem Aranha é um adolescente que ao mesmo tempo que é herói, tem que se preocupar também em pagar o seu aluguel e com o bullying que sofre na escola. O Homem de Ferro e o Doutor Estranho são homens prepotentes e arrogantes que a partir de uma série de tragédias e limitações físicas, buscam no heroísmo a sua redenção. Já os X-Men, são pessoas que já nasceram com poderes, e por conta disso são discriminados e tratados como uma ameaça a sociedade.

Os heróis criados se parecem mais conosco. Heróis que tem que acordar cedo para trabalhar, que tem problemas com a esposa e dilemas com a família. Heróis que muitas vezes são levados ao extremo, ao fundo do poço, para então, renascerem como uma Phoenix. Heróis que arrumam forças não se sabe de onde, e conseguem suportar o sofrimento e lutar pela justiça e pelo bem das pessoas. 

É por causa do Stan Lee que nós atualmente podemos ver os Vingadores no cinema. Foi por causa dele que a minha geração pôde assistir os X-Men e o Homem Aranha na TV aberta nos anos 90. Fica aqui a minha singela homenagem a esse velhinho que é o símbolo dos quadrinhos. Sou grato, pois na minha infância, encontrei nesses heróis (em especial no Homem Aranha), verdadeiras referências de altruísmo e empatia, na medida em que aprendi que se tem algo que pode dar um significado mais sofisticado à nossas vidas, é justamente manter-se digno mesmo em meio a solidão e ao sofrimento. Excelsior!

Por Beethoven Barbosa


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