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O feminismo e a demonização do desejo sexual — Por Beethoven Barbosa


Desde já, quero deixar bem claro, que o presente texto se propõe a discutir os desdobramentos do movimento feminista em sua matriz acadêmica. Portanto, não considerando como feministas as mulheres histéricas que acham um ato revolucionário defecar na foto do Bolsonaro ou acreditam estar fazendo algo importante para a luta feminista quando deixam o sovaco cabeludo.

Quando falamos em feminismo, falamos sobre um movimento vivo, fluído e que vem se transformando ao longo do tempo. O feminismo é indubitavelmente um movimento de extrema importância na conquista dos direitos das mulheres. No século XIX e início do século XX, o movimento feminista tinha como pauta a luta pela participação da mulher no cenário eleitoral, onde a luta das sufragistas se manifestou de forma fundamental para a conquista de tal direito.

Vale lembrar ainda, que o movimento feminista continua sendo importante na medida em que a misoginia é real e concreta na vida das mulheres. Quando estudamos a história, constatamos que o preconceito contra a mulher é um dos mais sólidos e estruturais da nossa sociedade. Nesse passo, a Lei Maria da Penha e a Delegacia da Mulher são exemplos de avanços no sentido de assegurar proteção as mulheres e a devida punição a seus agressores.

Nesse sentido, o feminismo é fundamental quando se dedica a dimensão legal e institucional no objetivo de melhorar a vida das mulheres de modo geral. Todavia, quando o feminismo prega que existe uma “conspiração do patriarcado”, ou ao acreditar que tudo na sociedade é político, no intuito de politizar ideologicamente até o desejo dos sexual dos meninos, tem-se aí um grande problema.

Alguns setores dos movimentos feministas, propagam uma verdadeira demonização do desejo sexual masculino. A virilidade masculina e seus desejos heterossexuais são objetos de depreciação por parte de tais movimentos, chamando de machismo ou de assédio, qualquer comportamento ou desejo naturais de um homem heterossexual que tenha “pegada”.

Em suma, alguns feministas querem controlar e politizar aspectos e características dos seres humanos que estão acima de qualquer estatística ou abordagem política. Nossa espécie tem, grosso modo, uns 300 mil anos de idade, e a virilidade heterossexual sempre esteve e sempre estará presente em nossa espécie. Desse modo, é inútil querer politizar um instinto e uma característica inerentes a nossa espécie, até porque, em regra, as mulheres gostam mesmo é de homem com pegada.

Por Beethoven Barbosa

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