Santa Cruz do Capibaribe é incluída em lista pernambucana
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| Foto: Diário de Pernambuco/ Jornal Impresso |
O Nordeste vai buscar uma
estratégia extra para contribuir com o desenvolvimento estrutural da região. A
ideia é movimentar as cidades de porte médio, que possuem economia dinâmica e
sem os entraves típicos das regiões metropolitanas das capitais. Foi criado
ontem o G20+20, grupo que vai integrar as 40 cidades médias mais importantes do
Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo para trocar experiências de boas
práticas de gestão pública, identificar demandas em comum para construção de
pleitos mais sólidos e construir formas de viabilizar negócios e projetos
integrando o setor privado. Cinco cidades pernambucanas estão no circuito:
Caruaru, Garanhuns, Petrolina, Santa Cruz do Capibaribe e Vitória de Santo
Antão.
O Banco do Nordeste, que gerou a proposta, será o braço financiador dos investimentos, colocando a carteira completa de linhas de crédito à disposição dos bons projetos. Os agentes do G20 20 já tiveram um primeiro encontro extraoficial ontem para definir a dinâmica das ações e a primeira reunião oficial do que será o G20 20 - Fórum de cidades médias acontece em novembro.
O presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, ressaltou que a pauta do G20 20 é de construir um ambiente que favoreça a gestão das cidades e que o setor privado seja colocado como um agente que pode contribuir para a solução de gargalos e em prol do crescimento.
O secretário de Finanças de Santa Cruz do Capibaribe, Roberto Soares,
compareceu ao lançamento do fórum e achou válida a ideia, tanto para
compartilhar sugestões como fazer a cidade “aparecer” para receber
investimentos.
Estrutura do G20+20:
O Banco do Nordeste, que gerou a proposta, será o braço financiador dos investimentos, colocando a carteira completa de linhas de crédito à disposição dos bons projetos. Os agentes do G20 20 já tiveram um primeiro encontro extraoficial ontem para definir a dinâmica das ações e a primeira reunião oficial do que será o G20 20 - Fórum de cidades médias acontece em novembro.
O presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, ressaltou que a pauta do G20 20 é de construir um ambiente que favoreça a gestão das cidades e que o setor privado seja colocado como um agente que pode contribuir para a solução de gargalos e em prol do crescimento.
“Há um potencial claro nessas cidades, pela importância que têm para os estados e para as cidades vizinhas. Elas podem receber um gás para otimizar e potencializar a capacidade produtiva que é a vocação da cidade, como é o polo de frutas do Vale do São Francisco em Petrolina ou o polo têxtil de Santa Cruz do Capibaribe”, destacou. As cidades, inclusive, terão a missão de multiplicar as lições aprendidas durante as reuniões do grupo, para que o plano de desenvolvimento tenha volatilidade.Sobre a possibilidade de oferecer juros mais favoráveis ou linhas específicas aos investidores das cidades do G20 20, Marcos Holanda descartou.
“Não dá para oferecer dinheiro mais barato para essas cidades por questão de justiça com as outras, mas trabalhamos com linhas de crédito com condições muito atrativas e que dependem de bons projetos para serem viabilizados”, complementou, citando que somente uma das linhas de crédito, que deve ser a mais movimentada pelo perfil das cidades, o FNE Infraestrutura, tem à disposição R$ 11,4 bilhões.A infraestrutura urbana é um dos eixos principais do plano do grupo, principalmente via parcerias público-privadas em abastecimento de água e esgoto, rodovias e mobilidade, energias renováveis, entre outros.
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| Imagem: Projeto é apresentado em um dos principais jornais de PE |
“Temos um problema permanente na cidade que é produzir e rodar um polo de confecções sem abastecimento de água que atenda a nossa necessidade. Temos um fluxo de 50 mil pessoas em um único dia, no dia da feira da cidade, e que ficam travadas nos acessos do município. É um transtorno muito grande que a gente consegue reverter e continuar operando. É uma experiência que pode ser compartilhada para ajudar outras”, declarou.O ponto positivo levantando pelo secretário foi a possibilidade de conseguir um apoio para levar o setor privado a investir na solução desses problemas de infraestrutura.
"Esses dois setores são determinantes para uma indústria escolher investir em Santa Cruz do Capibaribe. Já perdemos alguns investimentos por não os atender. A questão da água vem sendo tratada com a proximidade das adutoras e que trarão água do São Francisco pela transposição, mas os gargalos de mobilidade ainda são fortes e travam os ganhos de mercado”, complementou.Além de Pernambuco, todos os outros estados enviaram representantes para ao evento, exceto Minas Gerais. Também participaram representantes do Ministério das Cidades, do BNDES e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Estrutura do G20+20:
40 cidades médias do Nordeste
Espírito Santo e Minas Gerais
Perfil das cidades: Acima de 100
mil habitantes
Fora das Regiões Metropolitanas
das capitais
Importância das cidades
contempladas:
Representam 21% da população da
região
Correspondem a quase 34% do PIB
do Nordeste (excluindo as regiões metropolitanas)
Perfil com capacidade de
crescimento
Cidades pernambucanas
participantes:
Caruaru
Garanhuns
Petrolina
Santa Cruz do Capibaribe
Vitória de Santo Antão
Fonte: Banco do Nordeste



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