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Presença de público religioso garante estabelecimentos abertos e cidade parcialmente movimentada

Estima-se que aproximadamente 15 mil pessoas não viajaram neste carnaval apenas com o intuito de acompanharem os retiros espirituais.

Santa Cruz do Capibaribe – Moradores da 'Capital da Moda' e de outras cidades vizinhas já sabem que o mês de fevereiro é um dos menos povoados devido ao grande número de pessoas que deixam os municípios com o objetivo de aproveitarem o carnaval em outras cidades e estados. Nesta época do ano Santa Cruz do Capibaribe fica praticamente deserta e é quase que impossível se ouvir o barulho emitido pelas máquinas de costura, equipamentos tão utilizados ao longo de todo o ano na cidade.

E se a maioria dos santa-cruzenses tira uma curta temporada de férias, outra considerável parte opta por ficar para acompanhar um outro movimento que também só acontece uma vez no ano na cidade, os retiros espirituais. Entre evangélicos e católicos – somando-se os públicos de cada retiro e encontros – é possível afirmar que em média de 10 à 15 mil pessoas não saíram da cidade com o objetivo de participarem ativamente das movimentações religiosas.

Importante ressaltar que uma boa parte que sequer costuma visitar uma igreja também não viaja, mas esse público é consideravelmente menor do que os que buscam igrejas e acampamentos com programação diária. Com a permanência desse público na cidade durante o período de carnaval muitos comerciantes do segmento de alimentação aproveitam o momento para elevar o faturamento. Apesar de muitos retiros oferecerem alimentação gratuita ou paga, os empresários destacam que há relevante impulsionamento nas vendas.
"Eu geralmente só viajo depois, quando a maioria já voltou. Os crentes (cristãos) geralmente consomem bastante, o que é compreensível porque eles não bebem, e isso é bom para todos. Todo carnaval eu fico e posso dizer que a ocorrência é quase zero", disse em tom de riso o senhor Manoel Eliás. Ele é proprietário de uma pequena banca de sanduíches no bairro Dona Lica II e durante o resto do ano vende de escola em escola com o auxílio de uma bicicleta.
A análise do senhor Manoel tem base empreendedora e faz todo o sentido. Ele destacou que serve em média até 120 sanduíches por noite, sendo que 80% deles são vendidos após às 22h, horário que condiz com a saída do público dos retiros e cultos. Nada do setor têxtil ou de vestuário abre nesta época do ano na Capital da Moda. Mas, em um passeio rápido por bairros como Centro, São Cristóval e Malaquias Cardoso é fácil encontrar farmácias, lanchonetes, restaurantes e até mesmo bares abertos.

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