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Todo reformado é calvinista?


Logo de início precisamos definir os termos ‘reformados’ e ‘calvinista’; o primeiro consiste naqueles que são membros de igrejas historicamente reformadas, como Luteranos e Anglicanos. De princípio os reformadores se destacam como aqueles que se colocam contra a doutrinas sinergista de Roma, ou seja, dos ensinos de que o homem cooperava com a salvação, por meio de méritos, proporcionando a ideia de que ao homem é consolidado a oportunidade de herdar a salvação por meio da cooperação, visto que a palavra ‘Sinergista’ vem do significado de cooperar. Assim Roma crer que os membros da igreja podem cooperar com a salvação, divergindo assim o conceito de graça. Os reformados negam categoricamente os méritos humanos na salvação. Enfatizam de forma clara que a salvação é graça Divina do início ao fim. Assim, os reformados chamam a doutrina da salvação de ‘Monergismo’, ou seja, destacando que apenas o SENHOR DEUS é quem inicia e coopera de forma única na salvação. Assim os reformadores confessam que não necessitamos de apelos para sermos salvos, mais que somos, pela escolha Divina, eleitos, por meio dos méritos de Cristo, para a salvação. Assim os reformados se destacam em mostrar os ensinos de Roma em direção da tradição, afirmando que a tradição da igreja de Roma e assim chamadas decisões papais produziram na cristandade da época um afastamento da Escritura. Por isso que os reformados se destacaram na Europa da época com o ensino da justificação pela a fé, ensinando e publicando de início na Alemanha, que éramos salvos pela fé independentemente das obras para a salvação, visto que até as obras para a salvação eram produzidas exclusivamente pela a graça e não por vontade humana. Assim um reformador se caracteriza por confessar na soberania de DEUS no ato da salvação. Todo e qualquer reformado confessa ou confessará essa doutrina do Monergismo.

No segundo período da Reforma, destaca-se as igrejas calvinistas. Os presbiterianos, que seguem o governo representativo, são frutos genuínos do calvinismo histórico. Esses se destacam pela forte ênfase na doutrina da graça vinculada nas implicações do pacto. Alias as igrejas calvinistas na Holanda destacou em seu Sínodo de Dort, as decisões conciliares o padrão do Calvinismo em relação aos Remontrantes ou mas conhecido posteriormente por Arminianismo, doutrina da qual defendida por Jacob Armínio que enfatizava a negação da doutrina do decreto de Deus. Os Sínodos de Dort (1618 - 1619) na cidade de Dordrech, Holanda, elaborou o que chamamos de hoje de cinco pontos do Calvinismo histórico, os chamados solas da reforma alistadas em cinco pontos; (1) sola scriptura, (2) sola gratia, (3) sola fide, (4) sola Christus e (5) sole deo gloria.  Saliento que tais pontos não definem o calvinismo, mais, destaca os pontos envolvidos na essência desta interpretação. O que venha de fato ser calvinismo consiste na compreensão do que ele não seja; calvinismo não é apenas uma interpretação, ele é um sistema interpretativo.

Assim, tanto Luteranos como Arminianos podem ser chamados de Reformados, no entanto, os mesmos não podem ser chamados de calvinistas. Visto que os calvinistas não adotam ou seguem interpretações luteranas e arminianas. E tão poucos podem acreditar que o calvinismo possa associar seu sistema interpretativo com qualquer outra interpretação, por exemplo, um calvinista não pode ser pentecostal, ou tolerar doutrinas pentecostais e se intitular um calvinista. Assim, qualquer um pode se intitular reformado, mas, as implicações para ser calvinistas não pode produzir outro movimento que não seja o próprio calvinismo!

Por José Tiago Xavier Costa

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