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Exclusivo – Pais de garoto especial vítima de bullying falam pela primeira vez sobre o caso

"Foi muito triste ver meu filho ali caído no chão", disse mãe que reside em Santa Cruz do Capibaribe.
Casal nos recebeu em casa, no bairro São Jorge – Foto: Ademilton Silva (Agreg Imagem)
Neste domingo (19), o Blog do Bruno Muniz esteve na residência dos pais de Iractam, garoto de apenas 13 anos vítima de bullying em uma instituição de ensino de Santa Cruz do Capibaribe na última quinta-feira – relembre o caso. Os mesmos falaram sobre a revolta de terem visto as imagens em vídeo e também afirmaram que já tiraram o filho da referida escola.

De acordo com os pais, o caso aconteceu na última quinta-feira, dia 16, porém só tomaram conhecimento na sexta através de um amigo que mostrou o vídeo expondo as agressões. Para os mesmos, as imagens são fortes e de teor preocupante, o que deveria ter sensibilizado professores e gestores desde o início, já que eles sustentam que não foram notificados.
"A gente já estava preocupado porque ele tinha chegado com os livros ensopados de água, na quinta-feira, e não falou nada pra gente. Eu já estava pronto para ir na escola para conversar com a diretora e perguntar o que estava acontecendo. De repente chega o vídeo...", disse Jeconias, pai do garoto.
O pai do menor também elencou outras ocasiões em que teriam ocorrido situações semelhantes. Para ele, as ações de bullying já duravam meses.
"Bicicleta (outros alunos quebraram), fone, lápis, canetas, todo dia ele chegava sem lápis e sem caneta em casa, e muitas coisas mais ainda que eu esqueço no momento de tanta coisa que ele dizia que faziam com ele", relatou.
Um dos passa-tempos do garoto de 13 anos que não costuma sair muito é o videogame – Foto: Bruno Muniz (Agreg Imagem)
Sobre a direção da escola e professores, os pais afirmam que não havia qualquer tipo de intervenção, tornando-se rotineiras as agressões contra o adolescente.
"Ninguém resolve nada, é como se o remédio fosse mandarem ele para casa para eles ficarem livres. Eles não tomam uma atitude", lamentou Isabel, mãe do adolescente.
A genitora do estudante também ressaltou que o seu filho possui bom histórico escolar e que tira boas notas, o que afasta completamente as hipóteses dele ser um aluno problemático.
"Nosso filho já estudou em outras escolas, nunca teve esse problema. Ele não é o problema. Se ninguém mexer com ele, ele é uma boa pessoa, um bom menino, um bom aluno. A defesa dele é se irritar. Ele toma remédio, ele é acompanhado por psiquiatra", disse.
Mãe relata dor de ter visto as imagens com a humilhação

Sobre o vídeo, a mãe de Iractam lamentou profundamente ter tido acesso ao vídeo e disse que sentiu muita tristeza com toda aquelas situação a qual o seu filho foi exposto.
"Foi muito triste ver meu filho ali caído no chão, arriscado quebrar um osso ou até mesmo a face naquela cadeira. Principalmente uma pessoa que estava quietinha, e já estavam mexendo com ele, você pode olhar que no vídeo ele está alterado, a fisionomia dele não é a mesma. Ele estava esperando a qualquer momento mexerem com ele", pontuou.
Membros da Secretaria de Educação de Pernambuco e dos Direitos Humanos do Estado já tiveram acesso ao caso que inclusive repercutiu em outros estados como Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo os órgãos, é dever do Estado oferecer apoio ao garoto e neste caso não será diferente. As entidades ainda destacaram que condenam o bullying em qualquer que seja a sua existência, não necessariamente agindo neste caso porque a vítima é especial.

Confira a entrevista completa:


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