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Todo cuidado é pouco – Cresce o número de golpes em grupos comerciais do Facebook

Em Santa Cruz do Capibaribe, 'A Capital da Moda', informalidade e facilidade de negociação também favorece os crimes.
Imagem meramente ilustrativa
Santa Cruz do Capibaribe – Do dia 23 de julho até 08 de outubro de 2017 o Blog do Bruno Muniz apurou 54 (cinquenta e quatro) casos de denúncias feitas por internautas em grupos de compra e venda do Facebook. Os golpes ocorrem principalmente em grupos onde a finalidade é a comercialização de produtos de vestuário.

Dos 54 casos apurados, apenas em quatro os vendedores conseguiram receber os depósitos referentes aos produtos entregues. Em um dos casos o vendedor recebeu a dívida pela metade e em seis as mercadorias foram devolvidas ao comerciante proprietário.

Os golpes quase sempre ocorrem da mesma forma – uma pessoa se passa por comerciante, apresenta um perfil em rede social, escolhe a mercadoria, solicita o envio das mesmas e afirma que fará o depósito bancário após receber a encomenda – apesar disso, outras formas de fraude no ato da compra também ocorrem.

Concorrência favorece os crimes

Um detalhe importante a ser ressaltado é que durante o ato de negociação muitas vezes o comprador instiga o vendedor a aceitar as suas imposições com 'ameaças' de que irá adquirir o produto com outro vendedor. Nesse contexto muitas vezes o vendedor se sente constrangido a vender, mesmo temendo pelo pior.

A negociação migra de rede social

Na maioria dos casos que foram alvos de reclamações, ambas as partes iniciaram a negociação através do próprio grupo do Facebook, porém as transações foram concretizadas no WhatsApp, um aplicativo muito utilizado quando o assunto é a comercialização de roupas, acessórios e outros produtos.

Outros tipos de casos
No print, relato de compradora que efetuou o pagamento e não recebeu o produto – Foto: Reprodução
Existem ainda situações em que o comerciante vende uma mercadoria e não efetua o envio, mesmo após receber. Nestes casos ocorre o inverso das situações especificadas acima, onde quem é lesado é na verdade o comprador.

Não existe garantia formal

Os comerciantes que quase sempre vendem sem nota fiscal também não podem exigir muitas formalidades. Quando isso acontece a transação comercial transcorre totalmente fora da legalidade e não possui garantias. Todas as etapas são realizadas dentro do sistema de amadorismo – como por exemplo tirar fotos dos comprovantes de depósitos e transferências para comprovar o pagamento – isso eleva ainda mais a possibilidade de um golpe.

Informalidade também favorece o crime

Em uma empresa que atua com o sistema e-comerce, o processo de venda e entrega ocorre obedecendo uma série de padrões de legalidade. Dessa forma o cliente paga, na maioria das vezes, pelo cartão do crédito, o que garante a liberação do produto apenas mediante ao pagamento.
"É bem complicado essa situação. Teve uma ocasião em que eu vendi umas três vezes no varejo a uma cliente do Recife. Todas elas pagou pontualmente, me impressionou. Diante disso em uma outra oportunidade ela pediu para comprar 80 peças no atacado, eu vendi e até hoje estou esperando esse dinheiro. Ela simplesmente sumiu do mapa", destaca a comerciante Jheniffer Silva, de 23 anos.
Como a maioria dos comerciantes de grupos não possui lojas ou pontos fixos, a exposição da mercadoria nas redes sociais e a venda sem critérios acaba sendo a única, porém perigosa alternativa.

Caso de polícia

Na maioria dos casos os indivíduos autores das compras são denunciados em uma delegacia comum, o que dificulta o trabalho de investigações para crimes que são originalmente praticados através da internet.

A recomendação da Polícia é justamente que haja formalidade e cautela em todos os processos de venda pela internet, pois o objetivo de uma venda bem-sucedida pode ser frustrada com a perda total da mercadoria.

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