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Edson Vieira corre risco de perder maioria na câmara


O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, Edson Vieira (PSDB), conseguiu eleger uma bancada confortável na Câmara Municipal, somando 10 dos 17 vereadores da cidade. Os vereadores situacionistas são os seguintes: Nailson Ramos (PMDB), Toinho do Pará (PSB), Júnior Gomes (PSB), Jessyca Cavalcanti (PTC), Pipoca (PSDB), Zé Minhoca (PSDB), Joab (PSD), Dr. Nanau (PSDB), Irmão Val (SD) e Ronaldo Pacas (PR).

Dois fatores políticos recentemente podem por em risco a maioria de Edson na Câmara: O primeiro tem a ver com a conjuntura estadual. Como dificilmente o PSDB de Edson Vieira e o PSB de Diogo estará num mesmo palanque nas próximas eleições, a união política dos Vieiras com os Moraes pode estar com os dias contados. Nesta linha de pensamento, se os dois vereadores socialistas acompanharem suas legendas, Toinho e Junior Gomes, seguirão Diogo, deixando o prefeito com 8 vereadores.

O segundo fator político veio à tona essa semana com a aprovação de um projeto da oposição, que vai de contra os interesses da prefeitura, pois elevará os gastos da folha da Saúde. Na reunião que iria ser votado o projeto de autoria do vereador de oposição Helinho Aragão (PTB), o presidente da casa, Zé Minhoca, que chegou a assinar o projeto, faltou à reunião para não se queimar com o prefeito e perante o eleitorado. Outro que também faltou a reunião foi o socialista Junior Gomes, que por sinal, já estaria se distanciando do prefeito.

Já o vereador de situação Joab, votou a favor do projeto, causando revolta por porte dos demais vereadores de situação. O vereador que se denomina independente recebeu grande ofensiva dos colegas de bancada para não votar a favor do projeto, porém Joab em suas palavras votou a favor, pois segundo ele, irá beneficiar a população mais carente. O projeto em questão se trata da abertura dos postos de Unidade Básica de Saúde até às 20h. O fato gerou grande revolta, principalmente da vereadora Jessyca, que chegou a trocar farpas com o vereador. Se esse fato não for contornado, Joab poderá deixar de vez a bancada de situação e assumindo  sua posição de independência na casa.

Lembrando que Edson contava no primeiro mandato com vereadores compromissados e fieis que chegaram a ir de contra suas convicções para votar a favor do prefeito e que acabaram sendo abandonados na campanha e ficaram de fora. Nessa perspectiva, caso Edson deixe a prefeitura em abril de 2018, para concorrer a uma vaga de deputado federal, poderá deixar seu vice com grandes problemas para governar sem a maioria na Câmara.

Por Marciel Aquino

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