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Crise e insegurança prejudicam eventos privados em Santa Cruz do Capibaribe

Imagem meramente ilustrativa
Nunca antes Santa Cruz do Capibaribe vivenciou tantos casos de eventos fracassados no quesito público. Em 2017 cancelamentos e eventos com público mínimo se tornaram uma constante para promotores. As populares 'festas' privadas não atingem mais a mesma quantidade de pessoas de outrora, e isso é algo visível.

Em recentes produções que foram destaque em Santa Cruz, cerca de 70% não tiveram o resultado esperado. Apresentações musicais e humorísticas, principais em evidência na região, não agregam mais grandes aglomerados de espectadores. Para se ter uma ideia, a média de público atual na 'Capital da Moda' hoje é de até 1 mil pessoas.

Fatores principais

A diminuição no interesse pelas festividades privadas possui algumas explicações: A crise econômica que atingiu o orçamento das famílias pode ser considerada a principal delas, mas essa não é a única causa. Santa Cruz do Capibaribe vive hoje uma considerável evasão das áreas públicas pela população, isso antes mesmo das 20h. A movimentação em ruas e avenidas caiu consideravelmente devido aos assaltos, e além de prejudicar o comércio, cidadãos passaram a abrir mão também das festas noturnas.

A escolha das atrações também podem ser postas como justificativas, mas no conceito da população, os valores dos ingressos e o temor gerado pelos assaltos são os principais motivos que justificam a queda das produções.
"Eu e minhas amigas íamos para praticamente todas as festas antes, hoje sinceramente não tenho coragem de sair de casa a noite. Moro longe dos clubes e se eu for para uma festa dessas corro o risco de não voltar. O artista precisa ser muito 'top' para me tirar de casa hoje, caso contrário não faço questão", disse a estudante Mayra Silva, de 19 anos.
A baixa nos eventos privados também abriu espaço para um novo debate no que diz respeito a realização de eventos mais cedo.

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