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Casos de sífilis transmitida de mãe para bebê preocupam em Pernambuco, alerta Secretaria de Saúde

Na criança DST pode causar surdez, cegueira e retardo mental.
Imagem meramente ilustrativa
Nos últimos anos o número de casos de sífilis em que a mãe transmitiu para o bebê cresceu. É o que sustenta a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SSP) que alertou a população essa semana após os 1.022 registros de sífilis congênita listados até o último dia 11 de setembro.

O coordenador do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis, François Figueiroa, ressalta que os números deste ano devem ultrapassar os números de 2016.
“Estamos vivenciando uma epidemia no país e evidenciamos que o número está crescente em Pernambuco também. Acredito que vamos fechar 2017 com, no mínimo, 1.600 casos”, pontua.
A sífilis é transmitida através da relação sexual e ultimamente ganhou com frequência os noticiários devido a um surto epidêmico em todo o país. A doença pode causar sequelas graves nas crianças infectadas, bem como surdez, cegueira e retardo mental.
“É uma doença silenciosa. A ferida que aparece nos órgãos genitais parece com um arranhão que não dói e nem arde. As pessoas acham que é só um machucado, um arranhão. Por isso é preciso fazer o teste antes de ter relações sexuais sem preservativo e programar a gestação”, destacou François em entrevista.
Para os doentes o Sistema Único de Saúde (SUS) garante o tratamento gratuito da sífilis. Reconhecer os sintomas e se prevenir e de fundamental importância.
“As pessoas não estão percebendo o risco que se correm. Elas acham que a doença nem exista mais. Banalizaram, porque tem tratamento. Podemos tratar em qualquer estágio, mas as sequelas não regridem. A criança pode ficar com sequela e o adulto também, se não tratar. Uma pessoa que já está na fase terciária pode ter problemas neurológicos, de visão e cardíacos”, pontuou.

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