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Diário News – Psicólogas falam sobre o Setembro Amarelo

Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)
Na manhã desta sexta-feira (08) o programa Diário News, da Rádio Santa Cruz FM 98,5, recebeu as psicólogas Arêza Lopes e Monike Lira, que atuam em Santa Cruz do Capibaribe. Ambas estiveram tratando do tema Setembro Amarelo, uma campanha realizada durante o mês corrente e que tem como objetivo a conscientização e prevenção para com o suicídio.

Em 60 minutos de programa as profissionais da área de psicologia estiveram tratando sobre uma série de subpontos que estão relacionados com o assunto debatido. Inicialmente foi falado sobre o nascimento da campanha e a relevância que a mesma exerce hoje na sociedade, isso em uma ampla zona de atuação.
"São muitos fatores que podem levar uma pessoa a pensar em cometer suicídio, desde uma decepção amorosa até mesmo uma doença, como a depressão. É por isso que esse mês e essa campanha é de fundamental importância para que haja, de fato, a conscientização por parte do indivíduo propício ao suicídio ou até mesmo das pessoas que convivem com ele", ressaltou Monike.
Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)
A Dra. Arêza destacou ainda que a pessoa que planeja cometer suicídio (ou está pensando no assunto) pode apresentar sinais específicos. Porém, esses sinais variam de pessoa para pessoa e não necessariamente são semelhantes em todos os casos.
"Existem alguns sinais que podem ser percebidos no comportamento da pessoa (com pensamentos suicidas). Não é que sinais são iguais para todas as pessoas, mas são sinais que devem ser observados e levados ao tratamento de um profissional. O primeiro desses sinais é quando a pessoa se torna depressiva, outro fator é quando a pessoa está falando muito acerca da morte, está falando muito sobre o suicídio, ou até mesmo falar sobre a perca do desejo de viver", frisa Arêza.
Ainda para a psicóloga, uma gama de fatores também impendem que muitas vezes os problemas que acarretam o suicídio sejam identificados e combatidos, isso em tempo de que a pessoa passe por um acompanhamento e sejam de fato aconselhadas.
"Quando a pessoa está com pensamentos suicidas, a mente desta pessoa apresenta uma certa rigidez. Ela não consegue enxergar outras formas de sair daquela situação, por isso que muitas vezes a pessoa não busca um tratamento. Existem muitas outros fatores, as pessoas tem medo, tem vergonha, pensam na possibilidade de que as outras pessoas irão achar que é fraca", explicou. 
Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)
A prevenção existe e é eficaz se feita da maneira correta. É o que pontua a Dra. Monike destacando que adotar medidas que afastem itens favoráveis ao suicídio de uma pessoa vulnerável pode fazer e muito a diferença.
"Um dos pontos de prevenir é retirar do ambiente todos os objetos que possam ser utilizados como um instrumento para a prática do suicídio. Facas, objetos cortantes, cordas, medicamentos. Também, não deixar pessoas (principalmente pessoas que já tentaram cometer suicídio) sozinhas", ressaltou Monike especificamento ainda que a família deve dar todo o suporte para que a pessoa com condições propícias a cometer o suicídio possa receber atendimento especializado e sair da situação de risco.
Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)
Arêza e Monike ainda destaram que é importante que toda a população saiba mais e se engaje na campanha do Setembro Amarelo, independente de ter ou conhecer casos de pessoas que estão agindo de maneira que indique o comportamento suicida. Um dos nortes da campanha é justamente esse: "Falar é a melhor solução".
Foto: Paulo Henrique (Agreg Imagem)
Confira a entrevista do DN:



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