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"Reforma para venda"


Quando vamos vender um imóvel ou até mesmo um automóvel, damos aquela 'maquiada' para tentar impressionar o possível comprador. Pois é justamente essa maquiada que os deputados querem fazer com a Reforma Política. 

Antes mesmos da reforma, algumas siglas já mudaram de nome, já para tentar passar despercebidos pelo eleitorado. Hoje com uma Câmara onde os mais de 70% dos deputados estão envolvidos em esquemas de corrupções, os grandes veem na reforma uma maneira de preservar seus mandatos. 

No sistema atual são somados os votos válidos nos candidatos e nos partidos ou coligações, o total é dividido pelo número de vagas em disputa para deputado federal e estadual em cada estado, ou para vereador em cada município.

O resultado da divisão é o chamado quociente eleitoral, que determinará o número de votos necessários para eleger cada parlamentar. Os eleitos são os mais votados dentro do partido ou coligação, de acordo com o número de vagas a que a legenda tiver direito.

Com a nova proposta o chamado “Distritão”, deputados federais, deputados estaduais e vereadores passem a ser eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos, no sistema majoritário, sendo cada estado um distrito eleitoral. Seria extinto o quociente eleitoral e os candidatos mais votados ocupariam as cadeiras. Não há voto em legenda ou partido. E também deixam existir os "puxadores de votos", candidatos bem votados que garantem vagas para outros integrantes da coligação.

Se aprovado, o novo sistema será positivo no sentido de só se eleger realmente quem atingir o quociente eleitoral e negativo por beneficiar os deputados que já tem mandatos, ou seja, dificilmente teremos renovação. 

Os deputados estão trabalhando para tirar do povo o direito de escolher seus representantes. Pois, além na mudança nas eleições proporcionais, estudam também a mudança do atual Sistema Presidencialismo, para o Parlamentarismo, que já foi reprovado em plebiscito. Más como se tratando em tirar direitos do povo é uma prioridade desse governo, não se admirem se eles não conseguirem, mesmo sem consultar o eleitor. 

Por Marciel Aquino

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