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São João da Moda: Correligionários com acesso ao palco abre novo questionamento

 Diferentemente do público em geral, familiares do prefeito, amigos, secretários e até mesmo vereadores situacionistas possuem 'área vip' junto ao palco principal
Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe
Um caso relatado pelo comunicador Ney Lima nesta quinta-feira (29) levantou alguns questionamentos sobre os festejos juninos do São João da Moda, tradicional evento que acontece anualmente em Santa Cruz do Capibaribe.

Após a polêmica envolvendo o Camarote de Acessibilidade, área destinada à pessoas com deficiência, as críticas agora estão contidas em uma área que seria especifica para correligionários da atual gestão municipal.
Local é muito almejado principalmente pelas populares selfies que são tiradas pelos cantores com celulares do público - Foto: Assessoria de Comunicação
O espaço nitidamente 'vip' chama atenção pela proximidade que tem com o Palco da Moda, onde se apresentam as principais atrações do evento.

Análise
Durante apresentação de atrações menores área é desfeita - Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe
Em shows de menor repercussão é notável que o ambiente é descaracterizado. Nos dias de pico a 'área vip' no evento público conta com mesas e a presença apenas de pessoas específicas, dentre elas personalidades, secretários e vereadores.

Reclamações

De acordo com alguns leitores que procuraram a reportagem do Blog do Bruno Muniz, os mesmos acionaram os seguranças que fazem o isolamento do local, solicitando os valores que seriam cobrados para ter acesso ao local privilegiado.

Os seguranças teriam informado que as pessoas presentes no local não pagam qualquer valor e que teriam acesso ao local por aval da prefeitura.

Barrados

Em conversa com o Blog, um professor da Rede Municipal de Ensino, que temendo represálias não quis ser identificado, destacou que foi barrado no espaço pelos seguranças após ouvir deles que a área seria para servidores da prefeitura.
"Foi um grande constrangimento. Estava com minha esposa e filhos e o segurança não nos deixou entrar. Aleguei que era servidor da prefeitura, foi aí que ele disse que o espaço era apenas para 'convidados'. Eu questionei, 'como assim, convidados?', ele não soube explicar direito", disse.

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