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Precisa-se de um presidente


A pergunta que todos os brasileiros estão fazendo é se o Presidente Michel Temer (PMDB) irá cair e quando e como isso irá acontecer. Será agora dia 6 de junho pelo TSE? Será por renúncia do presidente? Ou será pelo processo mais duro que – o Impeachment? Sabemos que dificilmente Temer renunciará e que com o apoio do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e de sua base, a aprovação de um afastamento pela câmara seria mais difícil do que aconteceu com Dilma Rousseff. 

Maia que vem segurando todos os pedidos de Impeachment sofrerá pressão tanto da oposição como da sociedade. Além dos 16 pedidos já existentes, A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou na última semana mais um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara já afirmou que será difícil resistir à “pressão”. Por enquanto, Maia analisa a estratégia de dar andamento a um pedido, derrubar outros e protelar a indicação dos integrantes para a comissão especial. Fazendo uma analogia da situação do governo Temer com uma empresa, que não está bem e que precisa trocar seu presidente, porém ainda não encontrou um substituto.

É mais ou menos por isso motivo que Michel Temer ainda continua no cargo. Pelos efeitos da Operação Lava Jata, que atingiu quase todos os partidos políticos e também os principais políticos, o congresso tem dificuldades hoje de encontrar um presidente qualificado para assumir o Brasil, nesta que é a maior crise moral pela qual passa o país. Como a grande maioria do congresso é contra, dificilmente será aprovada uma emenda constitucional para a realização de Eleições Diretas. E no caso de uma eleição indireta, os nomes que poderiam assumir são: Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-ministro Nelson Jobim (PMDB), Senador Tasso Jereissati (PSDB) e o deputado e atual presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM).

Você contrataria um desses para comandar sua empresa? FHC tem 85 anos e usa marca-passo. Jobim circula no Judiciário, no Legislativo e no Executivo com igual desenvoltura, além de dialogar de FHC a Lula, de militares a militantes, mas é consultor de advogados da Lava Jato e sócio do BTG. E Tasso, senador e ex-governador do Ceará, é cardiopata e praticamente um ilustre desconhecido da Câmara. Já Maia é um parlamentar pequeno de um partido também pequeno e que não tem força e experiência política, que a Brasil precisa nessa atual situação. Pode até ter votos suficientes entre os deputados, más dificilmente teria o apoio do senado. E ainda tem seu nome citado nas delações. Por toda essa situação é que “precisamos urgentemente de um qualificado presidente para o Brasil”.

Por Marciel Aquino

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