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Por falta de posicionamento da prefeitura de Brejo da Madre de Deus, professores ameaçam paralisação de meio expediente

"A administração em mais um ano não quer conceder reajuste", disse Luciene Cordeiro em assembleia
Foto: Gilberto Geraldo
Na última quinta-feira (04) o município de Brejo da Madre de Deus vivenciou mais uma reunião dos professores da Rede Municipal de Ensino que na oportunidade cobraram o fechamento de um acordo concreto entre a categoria e o Poder Público Municipal.
Foto: Gilberto Geraldo
No encontro realizado na Secretaria de Educação várias cobranças foram feitas e os professores presentes alegaram um só discurso, que a Prefeitura Municipal não está aparentemente interessada em um acordo. Diante do impasse, a classe se posicionou e afirmou que deverá protestar de maneira objetiva.
"Pelo que nós entendemos a administração não tem nenhuma proposta de reajuste para 2017. Tem muitos professores e os inativos não foram contemplados adequadamente, então estão com os seus vencimentos congelados desde o ano passado", disse Luciene Cordeiro, presidente do Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino no Estado de Pernambuco – SINDUPROM.
Segundo informações relatadas pelo jornalista Gilberto Geraldo, que acompanhou as negociações, a categoria levantou na assembleia a postura de ministrar aulas apenas em meio período, sendo que no outro período, embora esteja presente em sala, não atuará conforme o convencional.
"Não querem pagar, querem apenas pagar pela metade, então vamos trabalhar pela metade, deixar a população tomar ciência que eles tem que ver um movimento social, talvez seja isso que eles (da administração) estão aguardando", disse uma das professoras presentes na reunião.
Foto: Gilberto Geraldo
A ideia dos professores é realizar as paralisações de meio período já na próxima quarta-feira (10). Para isso foi dado a prefeitura um novo prazo, até a terça-feira. Caso não haja posicionamento por parte do poder público, os professores cruzarão os braços em meio expediente. Neste contexto, os alunos serão liberados
"O nosso posicionamento é o mesmo da categoria (professores), nós estamos juntos com a categoria, principalmente ao que diz respeito a mais uma ano sem perspectiva de reajuste, onde todas as propostas que a categoria tinham foram lançadas, mesmo assim a administração não se propôs", disse Agda Wilma, do SINDBREJO, ressaltando ainda que o grupo já teria aberto mão de várias propostas devido a resistência do órgão público.
Como se posiciona a Secretaria de Educação 

A Secretaria de Educação afirma que não pode conceder o aumento requerido pelos professores concursados porque já teria um aumento no seu quadro de educadores, porém os professores ressaltam que por questões políticas a prefeitura extrapolou a folha de pessoal após contratações que seriam supostamente embasadas em empregabilidade política.
"O nosso posicionamento é que a gente vai continuar os enquadramentos no que foram planejados. Quanto a essa proposta, é uma proposta dos professores que a gente vai esperar receber oficialmente, não sei se existe embasamento legal para que se possa fazer isso, mas estamos aguardando", pontuou Tobias Barbosa, secretário de Educação.
Foto: Gilberto Geraldo
Encerrando o evento, Luciene Cordeiro do SINDUPROM concedeu entrevista e criticou a gestão pela postura de não aceitar as várias propostas ofertadas pela categoria.
"O que nós percebemos é que a administração em mais um ano não quer conceder reajuste da categoria de professores, tanto é que a classe hoje tem acumulado mais de 19% de reajuste a ser dado pela prefeitura, mas infelizmente os professores estão amargando com propostas zero da administração", finalizou.

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