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Sem “cabeça”


O grupo que já foi chamado de 'Cabecinha', e depois batizado pelo ex-deputado federal José Augusto (PTN) de Taboquinha, vive hoje uma grande crise de identidade. O grupo hoje na oposição, já chegou a comandar o governo municipal e também com cadeira na ALEPE e até na Câmara Federal, vive hoje a crise devido à ausência de poder. 

Os 'taboquinhas' foram liderados pelo então prefeito José Augusto, durante seus dois mandatos de prefeito e depois quatro anos como deputado federal. Mesmo assumindo a prefeitura em 2009, Toindo do Pará (PSB), não conseguiu assumir o comando do grupo, que ainda continuou sob o comando de Zé e da família Maia. 

Porém, após perder a vaga de deputado federal, acusado em alguns crimes de responsabilidade fiscal e ter perdido a eleição para o prefeito Edson Vieira (PSDB), Zé Augusto também perdeu o prestígio no grupo que ele mesmo denominou e hoje não é visto como o líder do próprio.

Após o fim de reinado de Zé Maia, outro Maia, desta vez Ernesto, tentou assumir o comando da oposição, porém não tem perfil de líder. Pode ser um bom parlamentar, que fiscaliza, discute política, mas não tem habilidades que um líder obrigatoriamente precisa ter. 

Surge então o popular Carlinhos da COHAB (PTB), que vem ganhando espaço no grupo e despertando ciúmes entre os veteranos. Mas apesar de ser popular e crescer no grupo, Carlinhos ainda não tem força política para assumir a cabeça entre os taboquinhas. Isso poderá vir acontecer se ele disputar uma eleição majoritária e mostrar qualidades de um líder.

Na última eleição, o ex-vereador Fernando Aragão (PTB), que sempre foi visto como um seguidor de Zé Augusto, chegando a se declarar um “capacho” de Zé; ganhou certa moral ao ter perdido a eleição para Edson, com uma diferença bem menor do que na disputa Edson x Zé Augusto. Devido ao resultado, de certa forma, frustrante para Edson, Fernando é um potencial candidato em 2020. Mas como vai passar 4 anos sem mandato, Fernando não tem força para assumir o papel de líder dos taboquinhas. 

Neste momento, podemos dizer que o grupo 'ex-cabecinha' é um grande monstro sem cabeça. Ou até mesmo, um monstro com várias cabeças; se batendo e brigando pelo poder. Este vácuo de liderança, é um grande momento para o fortalecimento de uma possível terceira via.

Por Marciel Aquino

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