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Abastecimento de água por meio de caminhões pipa deve ficar mais caro na região

"Não estávamos prontos para seis anos de seca. A tendência é aumentar ainda mais", afirma pipeiro sobre valor da água
Imagem meramente ilustrativa
Acostumados com o período sem chuvas, os habitantes do Agreste de Pernambuco não estavam prontos para uma estiagem como a que se vê hoje. A falta d'água secou os principais reservatórios da região e causou efeitos colaterais adversos em muitos pontos da economia. Um cenário a ser esquecido.

Este é o momento em que a classe política tenta, de todas as maneiras, contornar o período de seca com soluções que tomam forma apenas a longo prazo, um período que pode ser inviável para quem tem necessidades urgentes, como é o caso da maioria.

Com a estiagem multiplicam-se os caminhões de transporte de água, modelo que já faz parte da paisagem dos municípios da região. Apesar da solução ser a mais cabível, até mesmo nos períodos mais críticos, o consumidor pode ter a sua situação ainda mais prejudicada.
"Estamos tendo que ir buscar água cada vez mais longe, isso somado ao aumento do combustível. Caminhão quebra, exige manutenção e reparos, isso tudo custa caro. Não estávamos prontos para seis anos de seca. A tendência é aumentar ainda mais", afirmou o pipeiro José Marivaldo, de 49 anos.
O pipeiro que faz abastecimentos em Toritama alega ainda que não há lucro no abastecimento de residências.
"Muita gente pensa que 'nós' ganhamos muito dinheiro porque o tempo está ruim de água, se não tem água fica ruim para todo mundo, inclusive para nós. Quando está chovendo sempre temos as nossas 'corridas', do mesmo jeito, mas se não chove a coisa aperta para todos (sic)", completa Marivaldo.
Ainda não há uma porcentagem estabelecida para o valor, mas há uma certeza. Caso alguns pipeiros optem por elevar os valores para se adequarem as necessidades, todos os outros seguirão a mesma linha.

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