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Boletim das Urnas: Santa Cruz do Capibaribe


Edson Vieira (Eleito) - Ganhou a eleição, porém com uma margem bem menor do que esperava. A diferença foi apenas 914 votos (2,03%), o que sinaliza que o povo optou pela continuidade, mas que Edson Vieira (PSDB) precisa melhorar sua administração. A equipe de campanha de Edson também cometeu erros, ficou parada vendo a campanha de Fernando crescer nas duas últimas semanas. Nem atacou, nem defendeu. Fica um alerta para 2020.

Fernando Aragão – Derrota com sabor de vitória. Fez uma campanha humilde financeiramente, porém usou todas as armas contra o adversário. Sua equipe de campanha foi objetiva e eficiente, usando todos os fatos negativos para desconstruir a administração Vieira. Porém com essa vitória bem mais apertada do que a de Edson e José Augusto Maia (PTN), coloca Fernando em situação de protagonista no grupo de oposição, contudo, ficará 4 anos sem mandato e terá que disputar a liderança taboquinha com os 'Augustos' (pai e filho) e com Carlinhos da Cohab (PTB).

Nailson Ramos – O grande Fenômeno de 2016. Enquanto no grupo de oposição disputava quem seria o majoritário nas urnas entre Carlinhos e Augusto, no grupo de situação a briga era para ver quem conseguiria se eleger. Não se sabia quem seria o mais votado. Falava-se que Nailson seria bem votado, mas que não seria o primeiro colocado com mais de 3 mil votos. O voto só mudou de candidato (de Zezin para Nailson) e os motivos são os mesmos: a falta de assistência médica na cidade.

Carlinhos da Cohab - O vice. Tido como o vereador mais bem votado em todas as pesquisas e pelo eleitorado das duas alas, Carlinhos dividiu votos com Augusto Maia e com Marlon da Cohab e mesmo assim ainda conseguiu ampliar sua votação em relação a 2012. Consagra-se como nome forte do grupo taboquinha e deve ser levado em conta na majoritária de 2020.

Augusto Maia – O herdeiro.  Por ser filho de José Augusto Maia, muitos pensavam que poderia ser o majoritário, mas ficou em 2º no grupo e 3º no geral, o que para ser um iniciante, podemos dizer que foi uma expressiva votação. Assessorado pelo pai e pela família Maia, tende a fazer um bom mandato, pensando em 2020.

Renovação na Câmara – Desconsiderando Dr. Nanau, que está voltando e Toinho que ainda depende da decisão da justiça, tivemos uma renovação de 35%. Entretanto não podemos dizer que essa renovação foi positiva. Saem pessoas qualificadas como Afrânio, Luciano, Narah, Fernando e entram pessoas com pouco grau de instrução.

Afrânio – Grande perda no Legislativo – Prevaleceu à tradição na política de Santa Cruz; presidente da Câmara não se reelege (relembrem). Dentre os não eleitos em 2016, podemos dizer sem sombra de dúvidas que a maior perda para o legislativo foi a não reeleição do Professor Afrânio Marques. Por sua história e por sua atuação como vereador e nos dois últimos anos como presidente da Câmara. Más a política é assim, nem sempre vence o melhor.

Jessyca – Uma mulher na Câmara. Entre perdas e ganhos, podemos dizer que a Câmara ganha com a chegada de Jássyca Cavalcanti. Como já era esperado na Casa Dr. José Vieira de Araújo não tinha espaço para as duas. Não por um pensamento machista, mas sim pela questão política. Podemos dizer que será uma troca: Jéssyca na câmara e Narah na prefeitura.

Luciano Bezerra – A Zebra. Uma grande zebra dessa eleição foi a votação de Luciano Bezerra. Braço direito do prefeito, tendo ocupado a pasta de gerenciamento da prefeitura, era esperado que fosse o primeiro colocado na chapinha que ele mesmo articulou, mas o resultado foi inverso: Ronaldo Pacas em primeiro (eleito) e Luciano em segundo (não eleito).

Oposição Forte – Dois Maias. Mesmo em menor quantidade, a oposição na Câmara fica mais forte com a chegada de mais um Maia. Se com Ernesto e Carlinhos, Edson correu (ou corre) o risco de perder o mandato, agora com o filho de José Augusto Maia a oposição tende a dar bem mais dores de cabeças ao prefeito. Se preparem para um verdadeiro “rinque” na Casa José Vieira de Araujo.

Por Marciel Aquino

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