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Proprietário da KMC Locadora é preso pela Polícia Federal

Dois prefeitos e mãe de deputado que presidiu CPI da Petrobras também foram presos.

O caso que envolve supostos esquemas de corrupção e pagamento de propina em licitações de locação com interligações entre estados ganhou mais episódio na última semana. Na ocasião, a Polícia Federal (PF) fechou parte das investigações e realizou prisões em municípios da Paraíba.
Deputado Hugo Motta (PMDB) e ex-deputada Chica Motta (PMDB) - Fotos: Divulgação
Intitulada de “Veiculação” a operação teve como destaques as prisões de dois prefeitos (Renê Caroca; prefeito da cidade de São José de Espinharas e 'Segundo Madruga'; prefeito de Emas) além da ex-deputada Chica Motta, mãe do atual deputado federal Hugo Mota (PMDB) que inclusive presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

A empresa RC & MC Comércio e Locações de Veículos Ltda. ME, também aparece recebendo vários pagamentos do gabinete do deputado Hugo, veja abaixo no detalhamento do Portal da Transparência:
Detalhes dos pagamentos - Clique para ampliar (Fonte: Portal da Transparência)
A referida operação investiga o suposto esquema de fraudes nas locações de veículos em vários outros municípios. O Ministério Público Federal (MPF) estima que a organização teria acarretado em prejuízos aos cofres públicos mais de R$ 11 milhões. O MPF ainda alerta que as prisões são preventivas e temporárias, totalizando cinco pessoas capturadas.

Dentre as pessoas que foram presas na primeira fase da operação está o empresário Carlos Alexandre Fernandes Malta, proprietário da KMC Locadora, empresa investigada por supostamente facilitar esquemas de corrupção envolvendo contratos de locações de veículos diretamente com prefeituras.
Momento das prisões no Estado da Paraíba - Foto: Divulgação
Santa Cruz do Capibaribe

Vale lembrar que a KMC Locadora é a mesma empresa que resultou no bloqueio dos bens do atual prefeito e candidato a releição em Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, do PSDB. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) decidiu reter os bens do gestor público como garantia após investigações apontarem para o crime de improbidade administrativa.

Segundo o MPPE, a empresa contratada pela administração municipal do referido município seria 'fantasma'. Além de Edson Vieira, sócios da empresa também tiveram bens bloqueados pela Justiça após as primeiras investigações.

Em caso de condenação, os investigados poderão responder por crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, dentre outros. As penas variam. Os municípios paraibanos que tiveram gestores removidos do poder já iniciaram a período legal de transição para empossar novos administradores.

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