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João Calvino e sua defesa da perseverança dos santos

Unido os teólogos da reforma, João Calvino, foi um dos mais influentes e defensores da teologia reformada de sua época. Ele foi um grande estudioso da teologia do Espírito Santo. Com o desenvolvimento da teologia reformada, os reformadores introduziram o pensamento de Calvino com relação à graça de Deus, que segundo a visão dele era uma obra exclusiva de Deus. Em suas famosas Institutas, Calvino reportava os seus leitores a seus comentários bíblicos, por isso não consideramos as Institutas como uma teologia sistemática, no sentido moderno, mas, consideramos o autor dela como o defensor da doutrina da graça. Para o autor o cristão caracterizava-se da distinção entre o que se diz salvo e o verdadeiro salvo, por isto, é importante observar o que o reformador nos diz sobre a dimensão da fé salvífica, relacionado a estes salvos, escolhidos em Cristo, a dimensão da graça salvífica.
Calvino declarou que a fé era o dom do Espírito Santo, pelo a qual éramos posto a regeneração e levados a uma nova vida em Cristo, sendo um novo homem que adquiria através do Espírito Santo arrependimento e renovação. Vejamos a posição de Calvino acerca da segurança da salvação.
“Somente é um verdadeiro crente aquele que, convencido por firme convicção de que Deus é o Pai bondoso e bem-disposto, assume todas as coisas na base da sua generosidade; aquele que, apoiando-se nas promessas da divina benevolência, toma posse da indubitável expectativa de salvação… Nenhum homem é um crente, exceto aquele que, descansando na segurança da salvação, confiantemente triunfa sobre o diabo e a morte”[1].
A fé neste aspecto, segundo Calvino, não era “celebro volutei,”[2] porém de um aspecto de defensor de um conhecimento certo e seguro que, segundo ele defendia em suas Institutas  como “deitou raízes no íntimo do coração.”[3] Nas Institutas o próprio declarava a segurança da salvação de uma forma mais consistente, pois a base da segurança da salvação partia por meio da fé somente.

Portanto, para o reformador a perseverança dos santos se caracterizava na vida daqueles que produziam uma fé salvífica, ou seja, uma fé que evidenciava arrependimento perante os pecados. Com isso, Calvino tratava a predestinação como uma consequência efetiva de uma eleição baseada na graça da escolha Divina em relação ao ato livre da vontade de Deus em julgar um pecador por meio da punição estabelecida na morte do Senhor Jesus Cristo.  

[1] ANGLADA, Paulo; Calvinismo – As Antigas Doutrinas da Graça; Os puritanos; Recife, 1999; Capitulo XVII, pp 85, 86.

[2] GEORGE Timothy; p. 225. Calvino declarou que a fé é o dom Espírito Santo, pelo qual somos regenerados e levados a uma vida de arrependimento e renovação. A fé é mera conjectura que “no topo do celebro voluteia”, mas sim um conhecimento certo e seguro, “deitou raízes no íntimo do coração” (Institutas, III, II, 26) 

[3] Institutas, III, II, 26; Op. cit GEORGE Timothy; p. 26.

Por Tiago Xavier

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