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Alunas de escola técnica esclarecem participação em protesto e afirmam que estudantes foram agredidos durante movimentações

Grupo se mobilizou em favor de servidores da ETE de Santa Cruz do Capibaribe que estão com salários atrasados.

No último dia 07 de Setembro um grupo de alunos da Escola Técnica Estadual José Nivaldo Pereira Ramos situada em Santa Cruz do Capibaribe esteve promovendo um protesto na Avenida 29 de Dezembro, Centro do referido município.

Na ocasião os estudantes reivindicavam os salários dos faxineiros da instituição de ensino que segundo o grupo há cerca de seis meses não estariam recebendo regularmente os repasses do Governo Estadual através da empresa terceirizada responsável pelos pagamentos.
Fotos: Paulo Henrique (Da Redação)
Na manhã desta segunda-feira (12) duas das estudantes envolvidas no movimento estiveram na redação do blog e expuseram a situação vivenciada nos últimos dias.

Segundo as estudantes, o Governo do Estado alega que os repasses estão sendo feitos normalmente, já a empresa que deveria ter repassado os pagamentos afirma que 'não está conseguindo efetuar os depósitos'. Diante do impasse e troca de responsabilidade alguns alunos resolveram tomar providências por conta própria.
"A empresa diz que não consegue fazer o depósito, o Estado diz que mandou a verba para empresa. A empresa sempre arruma uma desculpa", conta Laís Kawany, aluna ETE.
A iniciativa dos alunos consistiu basicamente em arrecadar alimentos e montar cestas básicas para que os funcionários tivessem o problema amenizado. Já existem relatos que algumas pessoas estariam passando necessidades pela ausência de seus devidos pagamentos.
"Quando tomamos conhecimento do caso nos mobilizamos para montar cestas básicas para dar a eles (os servidores) porque tinham uns que estavam passando fome. A gente conseguiu montar essas cestas e entregamos, mas isso não resolve os problemas, nós sabemos que existem outras necessidades, muitos moram em casas de aluguel, alguns já foram até desejados porque não estavam conseguindo pagar os aluguéis", relatou Laysa Mayara.
O protesto dos estudantes no último 'Dia da Independência' seria uma última tentativa de fazer com que os responsáveis atentassem para o problema dos servidores. O objetivo era que o deputado Diogo Moraes (PSB) visse o movimento, fato que ocorreu e posteriormente o mesmo agendou uma reunião com os estudantes.

Na reunião marcada para última sexta-feira (09) o deputado não compareceu, porém justificou por meio de sua assessoria. O detalhe é que até então a questão salarial dos servidores não foi normalizada. 
Estudantes relatam que após acordo com o deputado para um futuro encontro deixaram o local do protesto
Agressões físicas durante protesto

Um fato que chamou atenção nos depoimentos das estudantes foi o relato de agressões sofridas durante o protesto na Avenida 29 de Dezembro. Em relato Laís Kawany expõe que o objetivo do protesto não era partidário, situação que acabou sendo distorcida por militantes de ambos os principais grupos políticos do município que estavam no local e criaram o princípio de confusão.
"Nosso ato não foi político, foi apartidário. Quando a gente chegou entre a militância dos dois partidos uma apoiou a gente, no caso a Oposição, e a Situação foi totalmente contrária chegando até mesmo a nos agredir. Uma de nossas amigas inclusive saiu com o braço machucado. Rasgaram os cartazes", contou a estudante.
A equipe do blog entrou em contato com a Secretária de Administração do Estado de Pernambuco, porém até o fechamento da reportagem ainda não havia um comunicado oficial sobre o caso. A empresa responsável pelos repasses não foi localizada.

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