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Artigo – Restará alguém para disputar em 2018?

Faixa Presidencial Oficial do Brasil - Foto: Divulgação
Mesmo sabendo que primeiro vem a eleição de outubro de 2016, a grande dúvida no momento é se sobrará algum dos possíveis nomes cotados para disputar a presidência em 2018. É provável que os políticos e partidos sejam cobrados já em outubro próximo, por envolvimentos na Operação Lava a Jato, porém os impactos serão fichinhas com relação às eleições de 2018. 

Haverá uma grande renovação na Câmara e no Senado e que poderá provocar uma grande reviravolta na sucessão presidencial. Os principais nomes das siglas que se reversam no poder a mais de 20 anos, correm o risco de serem atingidos pela Operação Lava a Jato, ou outros esquemas de pagamentos de propinas e desvio de dinheiro público. 

De acordo com recentes pesquisas de intenção de votos para a disputa de 2018, o ex-presidente Lula (PT) é um grande favorito, porém dependendo do desdobramento das investigações, poderá ser preso ou no mínimo ficar inelegível para concorrer. Não apenas Lula, mas devido aos últimos acontecimentos, todos os possíveis nomes do Partido dos Trabalhadores tendem a ficar de fora da disputa pelo Planalto na próxima eleição. Além da participação de petistas nos indícios de desvio de recursos, existe uma força tarefa, formado por vários segmentos da sociedade, que trabalham para o fim do reinado do PT, não pelo partido em si, mas pelo “mito” Lula. 

Porém, a Lava a Jato não atingiu apenas ao PT, mas a maioria dos partidos. De acordo com alguns delatores o presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, também recebeu propina, além das complicações de FURNAS. Ainda do PSDB, citaram os nomes de José Serra e Geraldo Alckmin, possíveis presidenciáveis, como recebedores de propinas. 

Outra que também teve seu nome citado como receptora de propina em sua campanha foi a Marina Silva (REDE). Marina que concorreu em 2010 e 2014, chegando a assumir a liderança, nas pesquisas, ameaçando a polarização entre PT e PSDB, na última disputa. Com a morte de Eduardo Campos e saída de Marina, o PSB não tem nenhum nome competitivo para 2018. 

O PMDB do vice e presidente em exercício, Michel Temer, está envolvido até o fio dos cabelos na operação Lava a Jato, tendo os principais nomes citados em delação, entre eles o atual presidente e os presidentes da Câmara e do Senado. Além do mais, o partido nunca procurou trabalhar um nome para disputar a presidência. 

Até novos nomes como o do polêmico Jair Bolsonaro (PSC), que vinha ganhando admiradores, tende a se desidratar ainda em 2016. Por tudo que vem acontecendo na política brasileira, nos leva a crer que - se o povo fizer um julgamento por um político não envolvido em corrupção, o próximo presidente do Brasil será um desconhecido.

Por Marciel Aquino

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