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APOCALIPSE: A Revelação de Cristo como Juiz da Criação


Revelação de Cristo para julgamento da Criação

No início do capítulo seis do livro do Apocalipse, o apóstolo João apresenta os meios pelos quais o Senhor das Escrituras estabeleceria seu julgamento ao distribuir os ‘selos’ sobre o mundo. O grande dia da ira de Deus seria assim chegado. A revelação do julgamento final estaria dando os seus sinais em exatidão. Entre os capítulos seis, sete e oito, temos um chamado ao julgamento dos ímpios[1]. Sendo mais claro, Kistemaker, sumariza os capítulos seis e sete, da seguinte maneira;
O relato não é uma sequência de evangelho histórico, nem uma profecia que indica apenas o regresso de Cristo. Ela incorpora o período entre a ascensão de Cristo e seu regresso, durante o qual o evangelho avança até os confins da terra, guerras devastam suas populações, a fome causa sofrimento interminável e a morte é a constante amiga dos que habitam a terra[2]. (p. 284).  
Destacamos nesses três capítulos, a centralidade do Cordeiro de Deus, que abre os selos, em decorrência de Sua autoridade em cumprir cada selo determinado naquilo que estava escrito. Assim como Kistemaker afirma ‘O Cordeiro inaugura o plano de Deus e revela o que deve acontecer nos tempos antes e durante sua vinda (p.285).[3]’ O Evangelho é o meio visível pelo o qual o plano de Deus si concretiza; afinal tudo está acontecendo em prol do cumprimento deste Evangelho do Reino de Deus aqui na terra. Esclarecendo que este mesmo propaga a todas as nações o veredito final de Deus em relação ao pecado; o julgamento de Deus em relação ao mundo revela o propósito do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Esse mesmo julgamento evidencia a vitória da Igreja sobre o mundo. William Hendriksen associa o conflito entre a Igreja e o mundo com Cristo e o dragão[4]. Afinal esse conflito preenche o enredo do livro do Apocalipse no aspecto do vitorioso Cristo com a Sua Igreja em relação ao mundo e satanás. Tendo isso como base, William Hendriksen, afirma que o livro do Apocalipse é simples e profundo, e oferece-nos a real filosofia da história[5].

Importante salientar sobre a datação do livro do Apocalipse, para que possamos identificar o peso deste gênero literário, ou seja, as palavras utilizadas neste livro, para uma compreensão mais ampla sobre suas profecias. R. C. Sproul inclina-se sobre a datação de Apocalipse antes da destruição de Jerusalém, pelos seguintes fatos;
Na verdade, eu me inclinaria em direção à data após o início da perseguição de Nero, no final 64 d. C. e antes da declaração da guerra dos judeus, no início de 67 d.C. Uma data entre 65 d. C. ou o início de 66 d. C. pareceria mais adequada[6]. (p.124).
Portanto, o contexto do livro do Apocalipse, especificamente sua datação, tem peso em sua interpretação, pois, sem dúvida alguma, esse livro do primeiro século da igreja primitiva, foi inspirado e, importantíssimo para os crentes daquela época como também útil e importante para os dias de hoje. Por exemplo, o assunto do anticristo, no singular, no modo apocalíptico, de fato havia sido pluralizado nas cartas joaninas, ou seja, a igreja primitiva já tinha consciência das constantes perseguições que a Igreja de Cristo aqui na terra teria de passar, por isso, que o livro do Apocalipse, jamais deveria ser desassociado deste contexto de conflitos entre a igreja e o mundo, entre Cristo e satanás. 

[1] Cf. KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento Apocalipse. Ed. Cultura Cristã. 2004; p. 284

[2] Idem, p. 284.

[3] Idem, p. 285.

[4] HENDRIKSEN, William. Mais que Vencedores. Cultura Cristã; 2001; p.54

[5] Idem, p. 54

[6] SPROUL, R.C. Os Últimos Dias Segundo Jesus. Ed. Cultura Cristã. São Paulo; 2002; p.124. 

Por Pr. Tiago Xavier

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